Lula e Flávio Bolsonaro: os principais candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 - Spencer Platt/Getty Images North America/Getty Images via AFP; Pablo Porciúncula/AFP No primeiro fim de semana de campanha do segundo turno, o alvo dos articuladores políticos em Pernambuco atende pelo nome de abstenção: 1.312.388 eleitores não apareceram  nas urnas, fora os mais de 300 mil votos brancos e nulos.

O desafio do campo progressista e da extrema-direita será arrancar a militância do sofá e buscar o voto no asfalto. No estado, o presidente Lula (PT) teve 3.553.971 votos (63,45%), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 1.738.043 votos (31,03%). Os QGs de campanha revelam estratégias e ritmos opostos. No PT,  o clima é de operação fênix. O partido ligou o motor turbo e reuniu representantes de dez siglas: PT, PV, PCdoB; Psol; PDT; PSB; MDB; Republicanos; Rede e Cidadania, colocando na mesma mesa o presidente estadual Carlos Veras e os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão ao lado de líderes como Sileno Guedes, Raul Henry e Ivan Moraes. O plano é reforçar a mobilização nas ruas em universidades e sindicatos e virar votos para Lula. Do lado da direita, o coordenador da campanha, Mendonça Filho, e o deputado Alberto Feitosa apostam na articulação individual de vereadores, prefeitos, comerciantes e líderes locais para reforçar a candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente do PL, Anderson Ferreira, e o deputado André Ferreira só devem voltar ao estado na terça. Pelas redes sociais, Mendonça convocou reunião para o mesmo dia, às 15h, no comitê central, no Pina O presidenciável passa os próximos dias entre Rio, São Paulo e Brasília.  Candidato a primeiro-secretário O deputado estadual Luciano Duque (Podemos), reeleito para o segundo mandato com 50.096 votos, volta aos trabalhos legislativos na próxima quarta e agora em ritmo de outra campanha. Quer ocupar a primeira-secretaria na Mesa Diretora da Casa de Joaquim Nabuco. “Acho que posso dar minha contribuição”, aposta.