A guerra dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada há seis meses, já custou US$ 38 bilhões e a projeção é que esse valor aumente em US$ 3 bilhões por mês, informou nesta terça-feira o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês). O montante …

A guerra dos EUA ao Irã, iniciada há seis meses, já drenou US$ 38 bilhões do país e a projeção é que o custo aumente em US$ 3 bilhões por mês, informou nesta terça-feira o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês). O levantamento aponta também o efeito que a escassez de armamentos causada pelo conflito implica para a capacidade de defesa dos EUA.

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O CBO afirmou que a maior parte dos custos decorre do rápido consumo dos estoques de munições e estimou que pode levar cinco anos para recompor os arsenais americanos. A Reuters informou em agosto que os EUA haviam utilizado “praticamente todos” os seus mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra. O Departamento de Defesa não cooperou com os auditores financeiros do Congresso.

Os preços do petróleo continuaram pressionados nesta terça-feira pelos desdobramento do Oriente Médio. Fontes do setor de transporte marítimo informaram que os embarques de petróleo pelo porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, foram suspensos e que a Arábia Saudita cancelou algumas entregas a clientes europeus. O Brent fechou em alta de quase 3%, a US$ 108,75.

A Arábia Saudita emitiu alertas de segurança em várias regiões do país, o que incluiu pela primeira vez a cidade sagrada de Meca e a segunda maior do país, Jedá, após uma semana de ataques dos houthis, alinhados ao Irã. O novo teatro de operações coloca ainda mais em risco a oferta global de petróleo, já afetada pela suspensão do oleoduto Leste-Oeste, com capacidade para até 5% da oferta diária global.