Rebeldes do ELN capturaram pessoas em estrada na região de Chocó; Forças Armadas do país exigiram libertação imediata

A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), a maior da Colômbia, sequestrou 39 pessoas em uma região remota do noroeste do país, incluindo um menor de idade, informou o Exército nesta terça-feira, 14.

Rebeldes do ELN capturaram as pessoas em uma estrada na região de Chocó, onde mantêm forte presença e se financiam com atividades como o tráfico de drogas e a mineração ilegal.

“Exigimos que o ELN respeite a vida e a integridade das pessoas sequestradas e proceda à sua libertação imediata e incondicional”, afirmaram as Forças Armadas da Colômbia ao informar sobre o sequestro.

Uma fonte das forças armadas disse à AFP que já há tropas mobilizadas na área. Segundo informações preliminares, todos os sequestrados são civis e viajavam em ônibus pela rodovia.

O departamento de Chocó, à beira do Oceano Pacífico e na fronteira com o Panamá, é um dos redutos do ELN. Lá, o grupo exerce forte controle sobre a população, por meio de extorsões e frequentes detenções de civis e membros das forças de segurança, com os quais troca tiros habitualmente.

De origem guevarista e em luta armada desde 1964, o ELN não participou do histórico Acordo de Paz que, há dez anos, desarmou a maior parte da extinta guerrilha das FARC.

De acordo com o último relatório da Fundação Ideias para a Paz, publicado em janeiro, o ELN contava com 6.810 combatentes em 2025, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Além de atuar no Chocó, o grupo mantém influência no nordeste e no sudoeste do país.

O governo do presidente Gustavo Petro, um ex-guerrilheiro do extinto M-19, tentou, sem sucesso, negociar a paz com o ELN quando assumiu o poder em 2022.

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A iniciativa foi definitivamente enterrada em janeiro de 2025, quando confrontos entre o ELN e dissidentes das FARC deixaram mais de uma centena de mortos e dezenas de milhares de deslocados no Catatumbo, uma região na fronteira com a Venezuela.

Os grupos armados ilegais se fortaleceram nos últimos quatro anos na Colômbia, segundo especialistas. No país, o sequestro por traficantes de drogas é uma prática comum, que marcou a campanha presidencial deste ano.

O presidente eleito, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, promete endurecer a política de segurança e realizar bombardeios em massa contra os insurgentes. / AFP