Haddad defende reservatórios contra escassez de água, mas critica ‘modelo de Tarcísio' O candidato a governador Fernando Haddad (PT) defendeu nesta terça-feira (1º) a construção de reservatórios para enfrentar a escassez de água, mas criticou o "modelo" adota…
Por EPTV e g1 Campinas e Região
01/09/2026 20h10 Atualizado 01/09/2026
Nesta terça-feira (1), Fernando Haddad defendeu construir reservatórios contra a escassez de água. O candidato criticou o modelo de privatização de Tarcísio de Freitas.
Segundo a Sabesp, o armazenamento do Sistema Cantareira caiu de 36% para 33% da capacidade total. O reservatório operará em faixa de alerta em setembro.
Haddad afirmou que o risco de quem não tem dinheiro ficar sem água aumentará sob o modelo de Tarcísio. Ele declarou que vai rever essa proposta.
Marina Silva alertou sobre o risco de segurança hídrica no estado de São Paulo. Ela sugeriu fortalecer os sistemas municipais para reduzir as perdas.
Simone Tebet classificou a privatização da Sabesp como "mal cheirosa". A candidata declarou apoio à anulação do contrato de concessão caso Haddad vença.
Haddad defende reservatórios contra escassez de água, mas critica ‘modelo de Tarcísio'
O candidato a governador Fernando Haddad (PT) defendeu nesta terça-feira (1º) a construção de reservatórios para enfrentar a escassez de água, mas criticou o "modelo" adotado pelo atual governo do estado de São Paulo. Segundo o petista, a política de Tarcísio de Freitas (Republicanos) é que "tudo vai ser" da iniciativa privada.
A fala aconteceu após um evento realizado em um salão em Hortolândia (SP), onde Haddad lançou um programa voltado aos recursos hídricos. O encontro também contou com as participações de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado por São Paulo.
De acordo com a Sabesp, desde o dia 1° de agosto até esta segunda (31), o armazenamento de água do Sistema Cantareira passou de 36% para 33% da capacidade total. Com isso, continuará operando na Faixa 3 - Alerta a partir de 1º de setembro.
Haddad durante evento nesta terça-feira, em Hortolândia — Foto: César Simão
A queda significa que o reservatório que abastece a capital paulista e alguns municípios da Região Metropolitana pode chegar ao final do período de estiagem abaixo dos 30%.
"O que está em discussão não é a necessidade de reservação de água. Todo mundo sabe que São Paulo vai passar por um período, em função da mudança climática negada pelo meu adversário e de uma realidade concreta, que vamos ter de fazer reservação de água para consumo humano e, eventualmente, para irrigação", ponderou Haddad.
Na sequência, o petista afirmou que é importante saber se os novos reservatórios vão ser "privados ou não", sugerindo que, no modelo de Tarcísio, as estruturas não só seriam construídas por empresas privadas, mas também seriam privatizadas.
"Isso não vai ser construído pela iniciativa privada, tudo vai ser. Mas se vai ser privatizado ou não esse serviço. O risco de quem não tem dinheiro ficar sem água vai aumentar muito com esse modelo que o Tarcísio está defendendo. Nós vamos rever esse modelo", completou.
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Também após o evento em Hortolândia, Marina comentou que o estado de São Paulo está vivendo "um risco de segurança hídrica" e citou os 33% da capacidade total do Sistema Cantareira.




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