Candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou, em entrevista ao EPTV 1 nesta terça-feira (1º), que acha "curiosa" a resistência do setor do agronegócio aos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições. "Chego a achar c…

Por EPTV e g1 Campinas e Região

01/09/2026 13h33 Atualizado 01/09/2026

Fernando Haddad classificou como "curiosa" a resistência do agronegócio ao PT. Ele disse que o setor "só ganha muito dinheiro nos nossos governos".

O candidato propôs "reindustrializar" São Paulo para fortalecer a agroindústria. Haddad também defendeu a criação de um gabinete antifacção integrado com a Polícia Federal.

Contra o feminicídio, Haddad planeja capacitar servidores públicos para identificar sinais de violência. Ele sugeriu repasses a universidades baseados na receita líquida estadual.

A sabatina integra série com candidatos com mais de 5% de intenções de voto. Tarcísio de Freitas não participou de sua entrevista na segunda-feira (31).

Candidatos que não atingiram o percentual mínimo terão entrevistas gravadas de 2 minutos. A exibição dessas conversas começa nesta quarta-feira (2).

Eleições 2026: EPTV 1 entrevista o candidato a governador Fernando Haddad

Candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou, em entrevista ao EPTV 1 nesta terça-feira (1º), que acha "curiosa" a resistência do setor do agronegócio aos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições.

"Chego a achar curiosa essa resistência, porque o agro só ganha muito dinheiro nos nossos governos. Eu vou dar um exemplo. Fiz, no Ministério da Fazenda, quatro Planos Safra, um melhor que o outro, reconhecido pelo agro. O agro nunca produziu tanto, o agro nunca exportou tanto", defendeu.

A entrevista integra a série com candidatos que alcançaram 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. Tarcísio de Freitas (Republicanos) seria o primeiro entrevistado, na segunda-feira (31), mas não aceitou o convite. Veja detalhes abaixo.

Durante a entrevista, Haddad também afirmou que pretende "reindustrializar [o estado de] São Paulo" caso seja eleito, especialmente após o fim da "guerra fiscal" com a Reforma Tributária.

"Agora, os estados vão ter que competir para trazer empresas de fora para o Brasil. Nós temos que preparar o estado para a reindustrialização, inclusive da agroindústria. Nós temos que nos transformar no supermercado do mundo", disse o candidato.

Haddad tem 63 anos, é casado e nasceu na capital paulista. É professor de ensino superior e advogado. Já foi Ministro da Fazenda do Brasil, de 2023 a 2026, e Ministro da Educação, de 2005 a 2012. Também foi prefeito da cidade de São Paulo, de 2013 a 2016. Em 2022, ele também concorreu ao cargo de governador pelo PT.

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, participou de entrevista no EPTV 1 — Foto: Reprodução/EPTV

Outras propostas defendidas pelo candidato foram a mudança no comando da Polícia Militar e a criação de um gabinete antifacção com o apoio da Polícia Federal e da Receita Federal em São Paulo.

"Por que temer a Polícia Federal e a Receita Federal? Eles podem ser uma força auxiliar para nós. Eles têm que ter assento no gabinete do governador, trocar informações, trocar inteligência. Por que não fazer o boletim de ocorrência por zap? Eu preciso da informação em tempo real", afirmou.

Para o candidato, um dos maiores problemas para a segurança pública atualmente é a falta de integração entre as instituições. "Quando o governador assumir a responsabilidade pela segurança pública no seu gabinete, a cooperação vai ser a regra".

Em relação às políticas para combate ao feminicídio, Haddad destacou que planeja apresentar um programa de capacitação para que servidores públicos identifiquem sinais de violência contra a mulher e auxiliem as vítimas.

"Se nós não tivermos um serviço público preparado para identificar e uma central de informação para onde esses dados vão, para que eles sejam processados, nós vamos continuar assistindo a cenas de violência contra as pessoas", destacou.