Um homem ateou fogo em si mesmo em frente à sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York nesta quinta-feira (2) e morreu em decorrência dos ferimentos, informou a polícia. Leia mais (07/03/2026 - 02h05)

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Um homem ateou fogo em si mesmo em frente à sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York na quinta-feira (2) e morreu em decorrência dos ferimentos, informou a polícia.

Veículos de imprensa americanos e um ativista pró-Tibete disseram que o indivíduo era um defensor da causa tibetana, embora os investigadores não tenham confirmado a afirmação.

O Departamento de Polícia de Nova York afirmou que às 22h32 no horário local recebeu uma ligação alertando que "um homem ateou fogo em si mesmo na Primeira Avenida com a rua 42".

"Ele foi declarado morto no hospital Bellevue. As investigações continuam", acrescentou. Por enquanto, as autoridades não informaram o motivo.

Um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em comunicado que "estamos consternados com este trágico e terrível incidente e expressamos nossas condolências à sua família".

Tencho Gyatso, presidente da Campanha Internacional pelo Tibete, disse que o homem se chamava Lobga Rangzen.

"Ele era um incansável defensor do Tibete que se dedicou a gerar consciência pacificamente sobre a crise de direitos humanos", afirmou Gyatso.

Ele contou que Rangzen se opunha à nova "lei para promover unidade étnica e progresso" chinesa, com a qual Pequim disse querer buscar uma identidade nacional "compartilhada" entre diferentes grupos étnicos.

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Ativistas no exterior dizem que a lei pode degradar os direitos de minorias étnicas. Organizações de defesa de direitos humanos acusam Pequim de perseguir minorias como os uigures e os tibetanos.

Pequim enviou tropas em 1950 ao Tibete, um vasto planalto de grande altitude descrito como parte integral da China. Seu líder espiritual, o dalai-lama, está radicado na Índia após fugir da capital tibetana, Lhasa, quando as forças chinesas esmagaram um levante em 1959.

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