Maior festival de marketing digital, empreendedorismo, inovação e economia criativa da América Latina transforma BH em hub de ideias

Um movimento global que transcende gerações e impacta dentro e fora das telas: esse é o empreendedorismo digital.

Na internet, o ecossistema da Creator economy rompe barreiras locais e permite que marcas alcancem consumidores em qualquer lugar do mundo.

Mas, a pergunta que norteia esse universo é: Qual história você quer contar para quem consome o seu conteúdo? 

Ter o próprio negócio voltou a ser o segundo maior sonho do brasileiro em 2025, citado por 40% da população adulta. De acordo com a pesquisa GEM 2025, 56% de quem começou recentemente acha que está mais fácil empreender hoje do que há um ano.

Não por acaso, o nicho tem se destacado como uma das áreas mais promissoras e dinâmicas da economia moderna, fomentada pelo avanço da tecnologia.

E é a partir desse norte que o maior festival de marketing digital, empreendedorismo, inovação e economia criativa da América Latina, o Hotmart Fire, preparou mais uma edição, que segue até amanhã, no coração de Minas Gerais.

Promovido desde 2015, o festival se consolidou na América Latina como um dos principais pontos de encontro para quem vive ou deseja viver do digital, reunindo empreendedores e produtores de conteúdo em torno de temas ligados à inovação e à transformação da Creator Economy.

Desde ontem, a conferência tem trazido discussões de impacto à tona, como crescimento e escala, desenvolvimento pessoal, estratégia digital, criação de conteúdo, influência e marketing e vendas.

O perfil o público reforça a dimensão alcançada pelo evento: os participantes vêm de mais de 30 países diferentes, 71% deles são tomadores de decisão; e mais de 70 marcas participam da programação, empresas como Meta, Coca-Cola, Ray-Ban, Heineken, O Boticário e Itambé.

Joao Pedro Rezende, CEO da Hotmart Fire, durante a abertura, destacou que acredita em um novo boom nos negócios devido ao uso da IA.

“A IA nos traz uma equipe profissional, mas que precisa ser bem coordenada. Muitas pessoas alegam que o design de uma IA não chega aos pés de um design feito por um profissional designer, e realmente, mas, para dar o primeiro passo nos negócios, as ações não precisam ser perfeitas, precisam ser feitas”, afirmou.

Assim, a inteligência artificial dispara uma onda de empreendedorismo, que alavanca profissionais, cruza áreas de conhecimento e desconcentra pools de talento.

Fundador da DigitalMarketer e mestre em escala de negócios, Ryan Deiss, abordou a complexidade do marketing atualmente. Sim, o mercado ficou mais difícil, na visão dele.

“Há 10 anos, eu fazia algo, agora faço completamente diferente. Mudou tudo”, provocou. “Estou no Marketing há 25 anos, e já investi mais de 8 milhões de dólares nesse nicho. Hoje, vim compartilhar as ferramentas que funcionam atualmente.”

Para ele, o tráfego era mais barato, afinal, não tinha tanta concorrência no marketing antigamente. Assim, conseguir um simples clique está mais caro. De acordo com dados da Meta, a média subiu 12% por clique.

“Nos últimos 12 meses, 5100 empresas foram abertas no Brasil. A realidade é gente nova competindo pela mesma atenção. E, por consequência, o investimento em mídia digital cresceu”, destacou.

Além disso, Deiss revelou que a confiança do consumidor está baixa nas empresas. Segundo a pesquisa PWC Trust Survey 2024, apenas 30% das pessoas confiam em empresas enquanto os gerentes delas acham que 90% confiam.

A partir disso, Ryan Deiss elencou o que, de fato, destrói a confiança de quem vende, com dados da YouPix:

E o que funciona agora?

Inclusive, na percepção dele, o funil de vendas – filtro de compradores – é como uma panela de pipoca, em que alguns estouram, a maioria leva um pouco de tempo, mas alguns grãos nunca estouram. E a maioria? Nem ficou na panela.