Num extenso ensaio publicado esta semana, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, alerta que muitos postos de trabalho vão desaparecer para sempre com a Inteligência Artificial (IA). Contudo, propõe que certas profissões sejam deliberadamente...
Num extenso ensaio publicado esta semana, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, alerta que muitos postos de trabalho vão desaparecer para sempre com a Inteligência Artificial (IA). Contudo, propõe que certas profissões sejam deliberadamente protegidas, tal como acontece com as reservas naturais.
Pela primeira vez em três anos, Bill Gates voltou a escrever sobre IA e fê-lo com um ensaio de cerca de 6000 palavras intitulado The turbulent AI era is here. The choices we make are critical, disponível aqui.
Assim como existem reservas naturais onde poderíamos construir estradas e edifícios, mas optamos por não o fazer, também deveria existir um conjunto de profissões onde a IA poderia perfeitamente atuar, mas onde a sociedade escolhe, propositadamente, manter o fator humano.
Algo no cuidado que deram ao meu pai foi irreplicavelmente humano. Nenhum robô poderia ou deveria tê-lo feito.
Escreveu Gates, recordando os profissionais de saúde que acompanharam o seu pai, falecido há seis anos.
Para além da questão do emprego, Gates mostra-se preocupado com a falta de preparação dos governos face à escala do impacto que a IA vai ter na sociedade.
Segundo o cofundador da Microsoft, será necessário criar um verdadeiro enquadramento, nacional e internacional, para lidar com a tecnologia, numa escala comparável, ou até superior, à reorganização do governo dos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Nessa lógica, Gates enumera uma longa lista de áreas que serão afetadas, de entre elas:
O empresário defende ainda que será necessária alguma cooperação entre os Estados Unidos e a China no âmbito de um esforço global para mitigar os riscos associados à IA.
Neste sentido, a equipa de Gates está a tentar organizar um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, já em novembro, para discutir este tema.
Outro dos pontos abordados no ensaio prende-se com a educação, com Gates a admitir que existe uma ironia: a mesma ferramenta que permite às pessoas aprender mais do que nunca pode, simultaneamente, levar a que aprendam menos.
O cofundador da Microsoft cita um estudo preliminar que sugere uma associação entre o uso intensivo de IA e uma redução do pensamento crítico, um efeito que, segundo a mesma investigação, é mais acentuado entre os mais jovens.
Este ensaio surge numa altura particularmente sensível para Bill Gates, sendo uma das primeiras grandes intervenções públicas do empresário desde que ficou envolvido no escândalo Jeffrey Epstein.
De recordar que uma revisão externa encomendada pela Gates Foundation revelou, no mês passado, cerca de 30 reuniões entre Epstein e responsáveis e colaboradores da fundação, incluindo o próprio Gates, entre 2011 e 2014.
Tags: bill gates inteligência artificial
es um nerd da para ver
Ninguém fala nisto: Eu quero ver se são os robôs que vão descontar para as reformas dos que hoje são jovens.
Ninguém fala nisto: já passamos por situações destas ao longo da humanidade, primeiro existiu uma contracao do mercado de trabalho e depois um boom em todas as vezes, com AI já vimos que a contracao comida porque não passou de whishful thinking dos AI labs, já todos vieram assumir que estavam errados
Eu falei em sustentação das reformas
O Monstro com tempo de antena.




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