A transformação digital deixou de ser um projeto de inovação para se tornar um fator estratégico para a competitividade das empresas. Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial (IA), pelo aumento dos riscos cibernéticos e pela necessidade de conectar operações cada vez mais complexas, infraestrutura, segurança e governança passaram a definir a capacidade das organizações de crescer, inovar e responder às mudanças do mercado. Os números reflet

A transformação digital deixou de ser um projeto de inovação para se tornar um fator estratégico para a competitividade das empresas. Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial (IA), pelo aumento dos riscos cibernéticos e pela necessidade de conectar operações cada vez mais complexas, infraestrutura, segurança e governança passaram a definir a capacidade das organizações de crescer, inovar e responder às mudanças do mercado.

Os números refletem essa transformação. Segundo levantamento da consultoria IDC para a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) movimentou US$ 67,8 bilhões em 2025, crescimento de 18,5% em relação ao ano anterior, consolidando o país como o décimo maior mercado de TI do mundo. Mais do que ampliar investimentos, porém, as empresas precisam transformar tecnologia em resultado de negócio.

É justamente esse cenário que orienta a nova temporada da websérie "Vamos habilitar o próximo novo?", realizada pela Claro empresas em parceria com a Editora Globo e veiculada pelo Valor Econômico. Ao longo de três episódios, a série analisa como segurança, redes inteligentes e governança se tornaram pilares para acelerar a inovação nas organizações. A condução é de Ronaldo Lemos, advogado, professor e diretor científico do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), e Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company, que recebem lideranças empresariais para discutir experiências práticas em diferentes setores da economia. (Assista à websérie completa aqui)

Segurança estratégica

A digitalização amplia oportunidades de negócio, mas também expõe empresas a ameaças cada vez mais sofisticadas. O mesmo levantamento da IDC aponta que dados consistentes e confiáveis são hoje o principal fator para acelerar a transformação digital, enquanto cibersegurança e compliance aparecem entre os maiores desafios enfrentados pelas organizações.

A confiabilidade das informações caminha lado a lado com a proteção – dois aspectos cada dia mais pressionados nas organizações. Afinal, os criminosos agem de forma organizada e consistente. “Hoje é fundamental adotar uma arquitetura de zero confiança”, diz Ronaldo Lemos, no primeiro episódio da websérie. “Os atacantes estão usando IA para tornar as ações mais complexas e mais difíceis de serem defendidas. Precisamos formar as pessoas para viver e trabalhar em um ambiente em que quase tudo pode ser um ataque”, alerta Silvio Meira.

Para Tomaz de Oliveira, diretor-executivo de Vendas e Alianças da Claro empresas, o tema deve ser preocupação de todos. “Uma quantidade significativa de empresas dá prioridade a uma entrega em detrimento à segurança de dados, que deve ser central em todas as atividades”. Leonardo Teixeira, coordenador de Infraestrutura na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), lembra da importância de contar com um parceiro estratégico para atender a essas novas demandas. “Contar com uma empresa especialista em segurança da informação é essencial para que eu consiga me proteger melhor”.

Se a segurança protege os ativos digitais, a conectividade é o que permite transformar tecnologia em eficiência operacional. As redes corporativas evoluíram para plataformas inteligentes, capazes de integrar nuvem, edge computing e inteligência artificial em um mesmo ambiente.

“Essa é a nova economia: juntar SD-WAN com potencial de cloud, uma arquitetura edge e IA rodando sobre toda essa infraestrutura. É um ecossistema completo”, descreve Maria Teresa Lima, diretora-executiva para Governo da Claro empresas, no segundo episódio.

A experiência do Banco do Brasil ilustra essa evolução. Marisa Reghini, vice-presidente de Negócios Digitais e Tecnologia da instituição, mostra como redes autogerenciáveis ajudam a sustentar 16 bilhões de transações diárias, reduzindo incidentes, ampliando a disponibilidade dos serviços e aumentando a eficiência operacional. “A tecnologia SD-Wan se autogerencia, o que se traduz em baixa latência, segurança e disponibilidade 24 por 7”, diz a executiva do BB.

Na base da implementação das redes inteligentes e de soluções e rotinas eficientes de cibersegurança estão as práticas de governança, que vêm sendo rapidamente transformadas pela utilização intensiva da IA. No setor farmacêutico, por exemplo, essa é uma demanda urgente. “O volume de dados das empresas do setor farmacêutico é surpreendente: pesquisa de mercado, produção, P&D, além dos dados do consumidor final. Por isso, montamos um data lake único onde centralizamos essas informações", relata Diego Neufert, CTO e CIO da EMS, grupo farmacêutico com aproximadamente 11 mil colaboradores e faturamento na casa de R$ 10 bilhões. O executivo já projeta os ganhos com o uso da tecnologia: "Para um remédio chegar hoje ao mercado leva de 15 a 20 anos. Com a IA, o objetivo é reduzir talvez à metade do tempo".

“Ter boa governança habilita a expansão dos negócios. A implementação precisa ser multidisciplinar, transversal e em alto nível”, finaliza Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas.