Teste do Poder360 com 7 IAs mostrou que Grok recusou artes eleitorais para o petista, mas criou imagens para o candidato do PL; IA do WhatsApp negou ambos
Teste do Poder360 com 7 IAs mostrou que Grok recusou artes eleitorais para o petista, mas criou imagens para o candidato do PL; IA do WhatsApp negou ambos
Infografia/Poder360 - 16.out.2026
de Brasília 17.out.2026 (sábado) - 7h00 Priorize o Poder no Google
O Grok, inteligência artificial de Elon Musk integrada ao X, recusou um pedido para criar uma arte eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas fez uma para Flávio Bolsonaro (PL), ainda que com uma imagem bastante simples. A Meta AI, no WhatsApp, negou nos 2 casos nos testes feitos em 14 e 16 de outubro pelo Poder360. Este jornal digital também testou outras 5 ferramentas de IA.
ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Claude (Anthropic) atenderam aos pedidos para os 2 candidatos. A chinesa DeepSeek não produz imagens na versão gratuita, e o Manus, do mesmo país, usa os modelos de imagem da OpenAI.
O teste do Poder360 se dá em um momento de controvérsia sobre a Meta.
A Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp) divulgou na 6ª feira (16.out) uma nota oficial na qual nega ter interferido ou favorecido candidatos nas eleições gerais de 2026 do Brasil, mas afirma que falhas técnicas temporárias atingiram a campanha de Lula.
Na 5ª feira (15.out), o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a empresa de Mark Zuckerberg trate Lula e Flávio de forma igual, sob multa de R$ 500 mil.
A nota da empresa e a decisão do TSE vêm depois de a campanha do petista reclamar que a ferramenta de IA de Zuckerberg impedia a criação de imagens favoráveis a Lula, mas permitia conteúdos sobre Flávio.
A reportagem fez 4 pedidos (prompts) a cada IA.
Os 2 primeiros pediam artes para os candidatos. Os outros 2 pedem cartazes ou santinhos de personagens fictícios, sem citar partido ou candidato:
Os testes foram feitos nas 7 ferramentas: Meta AI, Grok, ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e Manus.
Eis o resultado de cada uma:
A IA da Meta se recusou a criar artes tanto para Lula e o PT quanto para Flávio e o PL. O Poder360 fez o teste na 4ª feira (14.out) e de novo na 6ª feira (16.out) para observar se as novas regras impostas pela empresa que impedem a criação de conteúdo sobre candidatos se flexibilizaram. A resposta foi a mesma nas duas vezes.
Ao receber o pedido de um cartaz político da Emília, a ferramenta criou um pôster neutro, sem cores associadas a Lula ou a Bolsonaro. No rodapé da imagem, a IA afirmou que se tratava de uma campanha de brincadeira.
O Grok se recusou a produzir qualquer arte envolvendo Lula ou o PT. Para Flávio, no entanto, a IA criou uma imagem que a ferramenta descreveu como “minimalista”.
No pedido do cartaz da Emília, o Grok usou o número 13, do PT. Questionado, respondeu que escolheu o 13 por ter sido o 1º número de urna a aparecer na conversa, no pedido: “Arte para Lula 13”. Como foi questionado por sua escolha de colocar o número petista, a arte do Saci Pererê do Grok ficou sem cifra.
A explicação do Grok levou a reportagem a mudar a abordagem.
Para reduzir a influência dos pedidos anteriores, o Poder360 pediu primeiro que o ChatGPT criasse os personagens.
Mesmo assim, o pedido do cartaz da Emília resultou em uma arte com o número 22. No do Saci Pererê, o ChatGPT usou o 13. Já nos pedidos diretos para Lula e Flávio, com as cores indicadas, a ferramenta atendeu aos 2.
O Gemini atendeu aos pedidos. Usou verde e amarelo nas artes, cores que costumam ser associadas à direita, mas que também são as da bandeira nacional, tanto para Emília quanto para Saci Pererê. Isso não indica, por si só, uma escolha política da ferramenta.
Para Lula, o Gemini usou verde e amarelo e o número 13, mas não incluiu foto do petista. Para Flávio, inseriu uma foto do senador sem que isso tivesse sido pedido.




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