Investidores operam de bom humor após divulgação de nova pesquisa eleitoral na manhã desta terça-feira
Priorize VEJA no Google O Ibovespa teve valorização de 1,20% nesta terça-feira, 8, avançando para os 187,3 mil pontos. Hoje, a bolsa de valores brasileira sobe impulsionada principalmente pelo trade eleitoral. Nesta manhã, a nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus confirmou uma recuperação de Flavio Bolsonaro (PL-RJ), mostrando o senador numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno pela primeira vez.
Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, explica que “isso faz com que o mercado queime prêmio nas curvas de juros, por se entender que Flavio traria uma política fiscal mais conservadora, mais alinhada com o que a maior parte dos investidores entende como ideal.”
Além disso, a agenda econômica contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Os economistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir a projeção para a inflação de 2026. O IPCA deve encerrar 2026 em 5%, ante aos 5,01% projetados na semana anterior. O relatório, no entanto, manteve a expectativa de 13,75% ao ano de taxa Selic para o fim do ano.
Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo. O Bradesco (BBDC4) liderou os ganhos, com alta de 1,79%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 1,22% e pelo Banco do Brasil (BBAS3), que subiu 0,36%. O Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 0,13%.
O dólar, por sua vez, encerrou em baixa e ficou cotado a 5,08 reais. O movimento reflete tanto a fraqueza da moeda americana lá fora quanto o ambiente político doméstico. “Some-se a isso o avanço do petróleo, puxado por ataques às instalações de energia na Arábia Saudita, que favorece o fluxo para moedas emergentes no curto prazo”, afirma Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Ainda assim, o cenário externo segue de cautela, com um payroll forte nos Estados Unidos reacendendo as apostas de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode voltar a subir juros.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:



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