Em dia de poucos catalisadores, bolsa opera próximo à estabilidade e taxa de câmbio tem alívio

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa teve leve desvalorização de 0,20% nesta segunda-feira, 20, recuando para os 173,3 mil pontos. Em dia de poucos catalisadores importantes para os negócios — para além do Boletim Focus semanal —, a bolsa de valores brasileira operou em movimento de rotação entre setores, segundo especialistas.

“O movimento de aproximação da estabilidade reflete uma tentativa de recuperação das ações de tecnologia, mas continua limitado pelas incertezas envolvendo o Oriente Médio, o preço do petróleo e os possíveis impactos sobre a inflação e os juros americanos”, afirma o planejador financeiro José Áureo Viana. A proximidade dos balanços de grandes companhias do setor, como Alphabet, Tesla, Intel e IBM, também aumenta a seletividade dos investidores.

Quanto ao Boletim Focus, economistas consultados pelo Banco Central reduziram, pela 3ª semana consecutiva, as projeções para a inflação do país, que deve encerrar 2026 em 5,15%, ante as expectativas de 5,16% da semana anterior. Para Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank, embora haja poucas alterações nas expectativas, “a inflação segue acima da meta, o que mantém cautela em relação ao ritmo de flexibilização da política monetária”.

Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 1,35%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 0,66%, e pelo Itaú (ITUB4), que subiu 0,61%. O Banco do Brasil (BBAS3), por outro lado, teve desvalorização de 1,56%.

O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,09 reais. O alívio na taxa de câmbio é impulsionado pelo elevado diferencial de juros entre Estados Unidos e Brasil, que continua sustentando o fluxo de forma especulativa para ativos brasileiros, o que também favorece o real. 

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