Ontem, o principal indicador da B3 fechou em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, em meio ao avanço do petróleo The post Ibovespa cai com Petrobras, de olho em crise no STF e à espera de Fed e Copom appeared first on InfoMoney.
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, renovando mínima da sessão à tarde, após o banco central dos Estados Unidos elevar a taxa básica de juros na maior economia do mundo e sinalizar mais uma alta neste ano.
Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa recuou 0,51%, a 185.547,66 pontos, após marcar 186.738,25 na máxima e 184.753,98 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$ 72,48 bilhões, em pregão também marcado por vencimento de opções sobre o Ibovespa.
A B3 fechou com investidores na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com as apostas indicando redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.
“A bolsa passou o dia refém da ‘superquarta’ e o pregão foi mais de posicionamento do que de convicção”, afirmou o CEO da Gravus Capital, Ricardo Trevisan.
Nos EUA, no meio da tarde, o Federal Reserve promoveu o primeiro aperto monetário desde 2023 ao elevar a taxa básica de juros overnight em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em decisão unânime.
Novas projeções também mostraram que 16 autoridades do Fed preveem pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto até o final deste ano, enquanto duas estimam estabilidade.
Na entrevista à imprensa após o anúncio da decisão, o chair do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a economia dos EUA se fortaleceu desde junho, enquanto as tendências da inflação mostraram pouca melhora.
Kevin Warsh afirmou que a inflação continua em nível elevado e ressaltou que o foco predominante do Fed permanece na estabilidade de preços
“A estabilidade dos preços vem sendo o problema há mais de cinco anos e meio”, afirmou.
Na coletiva, Warsh disse ter dificuldade de chamar as condições financeiras atuais de restritivas, ou seja, na visão dele os juros atuais ainda não freiam a economia o suficiente.
“Isso é um discurso claramente hawkish, e o fato de essa avaliação ser ‘amplamente compartilhada’ pelo FOMC, nas palavras do próprio Warsh, reforça que não se trata de posição isolada”, avalia Beto Saadia, economista-chefe da Nomos.
Para ativos de risco como ações, o recado é de cautela, aponta Saadia, já que “higher for longer” (mais alto por mais tempo) volta a predominar. “O ponto a monitorar agora é a reação do governo Trump”, afirma.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou com declínio de 0,45%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 5,0205% no final do dia, de 4,996% na véspera.
De acordo com Trevisan, a alta de 0,25 ponto estava no preço e havia expectativa de uma sinalização de um ciclo mais longo de aperto. Mas o comunicado foi firme ao falar em acelerar o retorno da inflação à meta, ressaltou.
Ele destacou que a decisão ocorre no mesmo dia em que o Copom deve cortar a Selic, encolhendo o diferencial de juros entre os dois países.
“Para o investidor estrangeiro, parte da vantagem de manter recursos em reais desaparece, justamente às vésperas de uma eleição decisiva e com o crédito corporativo sob estresse”, afirmou.
Índices nos EUA caem após decisão, comunicado e entrevista coletiva do Fed
“Minha leitura é que o Copom perde espaço para acelerar o ciclo e deve seguir decidindo reunião a reunião, com muita cautela na comunicação”, acrescentou.
Para Trevisan, o que vai definir o pregão de quinta-feira na B3 não é o corte da Selic, e sim o comunicado. “Eu espero um Banco Central cauteloso, sem se comprometer com a continuidade do ciclo.”
Dados atualizados da B3 mostraram mais um dia com saída líquida das ações brasileiras. Até o dia 14, o saldo de capital externo estava positivo em R$ 7 bilhões em setembro. Na conta até o dia 11, eram R$ 7,3 bilhões.



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