Mercados globais operam de olho em Superquarta, dia em que EUA e Brasil definem futuro de suas políticas monetárias
Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa teve desvalorização de 0,51% nesta quarta-feira, 16, recuando para os 185,5 mil pontos. Os mercados globais operaram com base na Superquarta, dia em que tanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve quanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúnem para definir o futuro de suas políticas monetárias.
Nesta tarde, o Fed elevou o juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual pela primeira vez em três anos. Com isso, a faixa de 3,5% a 3,75% para 3,75% a 4% ao ano. A decisão foi unânime, com os 12 membros votando a favor da alta de juros. A bolsa de valores brasileira rondou a estabilidade no início da tarde e acabou perdendo força depois do anúncio da autoridade monetária.
A tensão existe, pois a combinação de inflação resistente, petróleo mais caro e preocupações fiscais aumenta a possibilidade de os juros permanecerem elevados, e coloca pressão adicional sobre países emergentes, como o Brasil.
Após o fechamento do mercado, o Copom anunciará a decisão sobre a taxa básica de juros da economia, a Selic. O mercado aposta em um corte de 0,25 ponto percentual, o que a levaria para 13,75% ao ano. Para Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, “a combinação estreita marginalmente o diferencial de juros, mas tende a impactar pouco o carry trade dado o elevado patamar do juro real.”
Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos oscilaram. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 3,04%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 0,05%. O Itaú (ITUB4) caiu 0,12%, enquanto o Santander (SANB11) teve desvalorização de 0,96%.
O dólar, por sua vez, encerrou em leve alta e ficou cotado a 5,15 reais.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:




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