Índices nos EUA terminam em baixa, com novas tensões no Oriente médio The post Ibovespa fecha em alta de mais de 1%, com eleições; dólar recua a R$ 5,08 appeared first on InfoMoney.

Índices nos EUA terminam em baixa, com novas tensões no Oriente médio

O Ibovespa subiu hoje com bastante amplitude, com mais 1,20%, aos 187.366,84 pontos, um ganho robusto de 2.219,69 pontos, não por patriotismo ou coisa que o valha, mas porque para os agentes de mercado é melhor uma eleição mais acirrada, como hoje se desenha, de acordo com as pesquisas recentes, do que o incumbente Lula ganhar de levada. É o trade eleitoral ganhando força.

Para a Quantitas Asset Management, o imbróglio no STF envolvendo a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, além do caso Lulinha, são mais benéficos à candidatura de Flávio. Por isso, levando em conta a reação das pesquisas, “é razoável atribuir a Flávio Bolsonaro, pelo menos, 50% de chance de vitória, com viés de alta”.

Hoje, a questão no STF ganhou mais um molho que, em tese, ajuda o principal nome da oposição: o ministro André Mendonça, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Enquanto o STF (e a política nacional) pega fogo, os negócios se agitam. O dólar comercial, por exemplo, mais uma vez recuou com força, agora com menos 0,86%, a R$ 5,086. Os juros futuros (DIs) desceram por toda a curva mais uma vez.

Embora o governo atual imponha desconfiança ao cenário geral de negócios, o Boletim Focus divulgado hoje segue projetando queda para a inflação e o PIB teve leve melhora.

Lá fora, quedas nos principais índices nos EUA. As Bolsas europeias fecharam sem direção.

A preocupação com os índices de inflação é um algo real: Índice de preços ao consumidor nos países da OCDE teve alta anual de 4,1% em julho. Está quase parecendo o nosso IPCA aqui. O avanço da inflação cheia ocorreu em 13 dos países-membros, enquanto houve desaceleração em 14 e estabilidade em outros 11.

O temor tem por onde: os preços do petróleo voltaram a se aproximar dos US$ 100 e hoje em dia nem mais se fala sobre acordos, conversas diplomáticas, mediações, nada dessas coisas civilizadas para o Oriente Médio. Ao contrário, as bombas continuam a voar, como aconteceu com os rebeldes Houthis do Iêmen atacando a Arábia Saudita. Petróleo mais alto é sinônimo de mais inflação global.

Mas por aqui, as esperanças se movem de olho no 4 de outubro. Até lá tem muita campanha, discurso, narrativa, pesquisa e STF para rolar. Então, essa conta vai ser dia a dia. O ânimo de hoje talvez seja a frustração de amanhã e vice-versa, vai saber.

Na avaliação da Legacy Capital, mesmo com o ambiente externo mais incerto, os fatores domésticos “justificam alguma exposição ao país em nosso portfólio”. E é isso que tem acontecido.

A Vale (VALE3) subiu 0,51%, também ajudada pela alta do minério de ferro do outro lado do mundo. Mas essa foi a mínima do dia.

A Petrobras (PETR4) surfou a onda de mais uma alta do petróleo e ganhou bons 2,08%, com PETR3 subindo outros 2,36%.

Os bancos não decepcionaram e avançaram bem, com exceção de Santander (SANB11), que perdeu 0,13%, como tem acontecido com certa frequência nos últimos pregões. BB (BBAS3) ganhou 0,36%, Bradesco (BBDC4) subiu 1,79% e Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,22%.

Sabesp (SBSP3) ganhou 1,13%, com preço-alvo elevado por analistas, após reunião com direção da companhia.

Já Yduqs (YDUQ3) disparou 3,22%, com a possibilidade de ampla valorização com possível fusão com a Afya.

A semana mais curta começou agitada no campo político, mas na agenda de indicadores está pegando leve: nada hoje, nada amanhã. As turbulências de Brasília ainda vão dar as ordens na nossa Bolsa. (Fernando Augusto Lopes)

Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:

O dólar comercial volta a cair frente ao real, após a alta de sexta-feira (4). O movimento vai na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com menos 0,32%, aos 98,86 pontos.

Investidores em Wall Street voltaram a olhar para as consequências das novas altas dos preços do petróleo, que novamente estão próximos dos US$ 100, com ataques no Oriente Médio reabrindo em nova frente, com os rebeldes do Iêmen machucando a Arábia Saudita. Petróleo mais alto significa mais pressão sobre a inflação. “O petróleo Brent atingiu a maior cotação em seis semanas, e os aparentes avanços em direção a um acordo entre Irã e Omã para controlar o fluxo de algumas embarcações pelo Estreito de Ormuz apenas reforçam o controle de Teerã sobre a hidrovia”, disse Dan Coatsworth, chefe de mercados da AJ Bell, em nota republicada pela CNBC. “Os investidores estarão de olho nos dados de inflação dos EUA, que serão divulgados ainda esta semana, para verificar se o impacto da alta dos preços da energia está começando a alimentar pressões inflacionárias mais amplas”. “Uma série de reuniões de bancos centrais nas próximas semanas testará se a compostura do mercado de ações se mantém”, disse também à CNBC Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research. “Os rendimentos dos títulos também estão subindo em todo o mundo. A questão é se isso reflete um crescimento econômico melhor do que o esperado, uma inflação maior do que a prevista ou crises iminentes da dívida fiscal”.