Especialista afirma que tendência do índice em setembro é a volatilidade devido à proximidade das eleições
Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa teve leve desvalorização de 0,01% nesta quinta-feira, 3, recuando para os 185,1 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou principalmente em movimento de realização de lucros após 11 pregões consecutivos em alta.
Para especialistas, a tendência do índice em setembro é a volatilidade. A probabilidade é de muitas altas e baixas relevantes como resposta às pesquisas eleitorais que serão divulgadas. “Quanto mais provável que um candidato ‘pró-mercado’ vença, maior tende a ser a alocação de renda variável no Brasil, devido às expectativas de queda de juros e melhoria do cenário fiscal”, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
Em um cenário de reeleição, por outro lado, o mercado deve optar por ativos mais previsíveis — como bancos e empresas de serviços básicos —, além de diminuir a exposição à renda variável, explica Xavier.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram no positivo. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 1,74%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 1,23%. O Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,85%, enquanto o Bradesco (BBDC4) teve valorização de 0,23%.
O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,10 reais. “Esse comportamento reflete o forte equilíbrio de forças que tem pautado as últimas sessões”, diz Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
Ela explica que, de um lado, a entrada consistente de dólares na economia brasileira, fruto da alocação dos estrangeiros na B3, ajuda a apreciar o real. Do outro, o fortalecimento global da moeda americana, amparado na perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) manterá os juros em patamares restritivos por mais tempo, atua como uma barreira que impede um recuo mais acentuado e definitivo da divisa no Brasil.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:


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