Índices futuros dos EUA caem juntos antes de decisão do FED The post Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terça appeared first on InfoMoney.

Índices nos EUA terminaram em baixa antes de decisão do Fed

O Ibovespa recuperou boa parte da queda do dia anterior, ao subir nesta terça-feira 0,54%, aos 186.502,64 pontos, uma alta de 1.001,76 pontos. Não é que tenha sido uma alta efusiva, aliviante, contundente, mas a baixa liquidez do dia responde que houve mais cautela antes das decisões do Copom e do Federal Reserve nesta SuperQuarta de amanhã. Há espera.

O dólar comercial também subiu, mas não foi implacável sobre o real: alta de apenas 0,14%, a R$ 5,154. Os DIs (juros futuros) ficaram o dia inteiro oscilando e terminaram com altas por toda a curva.

Isso porque a terça-feira foi marcada pela cautela, mas também pela estupefação de um país inteiro diante do seu mais alto tribunal se digladiando em formas, ritos, palavras, verbos, gritos e dedos na cara.

Os podres seguem saindo do celular do hoje presidiário Daniel Vorcaro, o banqueiro que colocou a República no talão de cheques. A crise agora chegou a outros ministros do STF: o material analisado citou André Mendonça e mostrou relações do ex-banqueiro com os filhos de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

Por exemplo, mensagens mencionam R$ 500 mil mensais por meio de consultoria para Kevin Marques que disse ter recebido R$ 281,6 mil por serviços tributários sem relação com o Banco Master.

No bololô disso tudo, sobrou para todos: Alexandre de Moraes, o foco do dia, acabou batendo boca com Mendonça. Os dois trocaram acusações. Outros ministros também foram ao ringue.

Reflexo nas eleiçõesE também as eleições. O lado do desafiante, Flavio Bolsonaro, comemora a treta toda. O lado incumbente cobra dados sobre o filho do ex-presidente.

As pesquisas têm mostrado, pelo menos até aqui, que a lama não tocou a pele de Flavio Bolsonaro, o que animou o mercado por uma alternância desejada de poder. Faltam ainda três semanas para urnas eletrônicas serem ligadas.

Tudo isso ofuscou todo o resto. Nem mesmo as vendas no varejo em agosto reforçando que a economia está parando por conta do arrocho da política monetária pesou.

Matheus Pizzani, economista do PicPay, destacou que a queda nas vendas ocorreu mesmo em um período com fatores benignos para o comércio. Houve recuo na inflação de alimentos, expansão de crédito na margem e crescimento da massa de rendimentos. Segundo Pizzani, o recuo do consumo neste contexto sinalizou o peso do endividamento, indicando que mesmo com preços mais baixos não houve impulso na economia.

Como é nesta quarta-feira que o Copom decide a nova taxa de juros, a balança ficou propensa a mais uma queda da Selic e é isso que os agentes de mercado projetam.

Nos EUA, os principais índices também tenderiam a puxar o Ibovespa para baixo. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq no vermelho. Entretanto, não foi o que ocorreu.

Por lá, o cenário anda nebuloso, também com investidores esperando a decisão do banco central, mas enquanto aqui se espera um corte na Selic, lá a projeção é que o Federal Reserve decida por uma alta.

A ideia é baseada também em novo avanço amplo do petróleo internacional, o que pressiona a inflação. Hoje, o Petróleo Brent bateu US$ 107 com preocupações com suprimento da Arábia Saudita. E o mau humor ganhou mais base com os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA chegando a máximas de 19 anos.

Com as poucas boas notícias mundo afora, a rotação serviu ao Ibovespa. As ações aqui ficaram atraentes, embora, claro, não todas, em vista da cautela.

Vale (VALE3) é um exemplo, ao perder 1,17%, na esteira da queda do minério de ferro do outro lado do mundo.

Os grandes bancos também não contribuíram para a alta do principal índice da Bolsa nacional: BB (BBAS3) caiu 0,36%, Bradesco (BBDC4) desceu 0,71% e Santander (SANB11) perdeu 0,99%. Acontece que Itaú Unibanco (ITUB4) fez mais peso, com alta de 0,76%.

Outros grandes nomes desceram igualmente: Embraer (EMBJ3) cedeu 0,31%, Magazine Axia Energia (AXIA3) desvalorizou 0,24% e Hapvida (HAPV3) desceu 1,34%.

Tudo anulado pelo peso da Petrobras (PETR4), que acelerou amplos 3,09%, com o impulso do petróleo internacional, que também levantou PRIO (PRIO3), com mais 2,77%. B3 (B3SA3) subiu 0,29% e ajudou a elevar o IBOV.