Dólar futuro segue lateral, enquanto Nasdaq mira a máxima histórica e S&P 500 tenta definir o próximo movimento em Wall Street The post Ibovespa sob pressão, Bitcoin em alta: os níveis que podem decidir a semana appeared first on InfoMoney.
Ibovespa e Bitcoin chegam à nova semana em momentos distintos. Na Bolsa brasileira, o índice interrompeu uma sequência de quatro semanas consecutivas de valorização e voltou a testar uma região importante de suporte. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin retomou os US$ 80 mil, alcançou na sexta-feira o maior nível desde maio e sustentou a recuperação durante o fim de semana.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (18) aos 185.229 pontos, com queda de 1,06% na semana. O fechamento deixou o índice praticamente sobre os 185.200 pontos, faixa que vinha funcionando como suporte no gráfico diário. Apesar da correção, a estrutura técnica de curto prazo ainda mostra o índice acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
O teste ganha importância na reta final antes do primeiro turno das eleições. Restam dez pregões até 2 de outubro, última sessão antes da votação de domingo, dia 4. Além dos níveis técnicos, fluxo estrangeiro, inflação, contas públicas, petróleo e novas pesquisas eleitorais estão entre os fatores que podem aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros nos próximos dias.
Na parte superior do gráfico, o Ibovespa encontra uma zona de resistência entre 189.487 e 192.890 pontos. Acima dela, volta ao radar a máxima histórica de 199.354 pontos. Na direção oposta, a perda dos 185.200 pontos colocaria novamente em foco as regiões de 178.000 e 176.565 pontos.
Enquanto o Ibovespa tenta preservar suporte, o Bitcoin inicia a semana com maior força compradora. A criptomoeda voltou a superar os US$ 80 mil na sexta-feira, quando atingiu o maior preço desde maio, em um movimento acompanhado por novidades regulatórias nos Estados Unidos.
A recuperação se manteve no fim de semana. Por volta das 20h30 deste domingo (20), o Bitcoin era negociado a US$ 81.182, praticamente estável nas últimas 24 horas, mas com valorização de cerca de 6% em sete dias. No gráfico, a criptomoeda recuperou as médias móveis de 9 e 21 períodos e agora se aproxima de uma faixa importante de resistência.
As primeiras referências aparecem em US$ 81.430 e US$ 82.850. O rompimento dessa região pode abrir espaço para patamares mais altos, com os US$ 100 mil novamente entre os objetivos técnicos mais longos.
Nos demais mercados, o dólar futuro avançou 0,23% na última semana, mas continua lateralizado entre as médias móveis de 9 e 21 períodos e abaixo da média de 200 períodos. A configuração ainda não indica uma direção mais clara para a moeda americana.
Em Wall Street, a Nasdaq retomou o fluxo positivo e volta a se aproximar da máxima histórica de 27.190 pontos. Já o S&P 500 encerrou a semana praticamente estável e segue dentro de uma formação semelhante a uma bandeira, deixando suportes e resistências próximos como referências para definir o próximo movimento.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa formou uma correção após quatro semanas consecutivas de alta. O índice recuou 1,06% na semana, aos 185.229 pontos, mas ainda preserva uma estrutura técnica favorável.
Na última sessão, o Ibovespa caiu 0,41%, também aos 185.229 pontos. Mesmo com a baixa, permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém aberta a possibilidade de retomada do fluxo comprador.
Em 2026, o índice acumula valorização de 14,96%. Embora ainda esteja abaixo do ganho superior a 23% registrado no topo do ano, a recuperação recente voltou a aproximá-lo da máxima histórica de 199.354 pontos, alcançada em abril. O IFR (14), em 62,83 pontos, permanece próximo da região de sobrecompra e exige atenção para eventuais correções.
Para recuperar força compradora, considero necessário superar a resistência em 189.487 pontos. Acima desse nível, o próximo objetivo aparece nos 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.
Do lado vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 185.200/178.000 pontos e, posteriormente, em 176.700/164.835 pontos. A perda dessas faixas poderá ampliar o movimento de baixa, com objetivos em 161.745/153.570 pontos e, em uma correção mais extensa, nos 147.575 pontos.
No gráfico diário, observo que o dólar futuro encerrou a semana com leve alta de 0,23%, embora continue em um movimento lateral.
Na última sessão, o contrato avançou 0,34%, aos 5.157,5 pontos. O ativo negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos e encontra resistência na média de 200 períodos. O IFR (14), em 49,13 pontos, permanece na zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o movimento de baixa, o dólar futuro precisa perder os suportes em 5.093,5/5.046/4.992 pontos. Nesse cenário, os próximos objetivos aparecem em 4.910/4.842 pontos, com alvo mais longo em 4.798,5/4.752,5 pontos.
Para ganhar força compradora, considero necessário superar inicialmente as resistências em 5.198/5.268,5/5.383,5 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.446/5.614 pontos e, posteriormente, em 5.669,5/5.795,5 pontos.
Na Nasdaq, observo a retomada do fluxo positivo na última semana. O índice avançou 0,39% na sessão mais recente, aos 26.522 pontos, e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos.
Em setembro, a Nasdaq acumula valorização de 0,58% e continua próxima da máxima histórica de 27.190 pontos. A manutenção do volume comprador poderá levar o índice novamente à região do recorde.




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