Qual é a relação entre Jaques Wagner e o Banco Master? A Polícia Federal apontou uma série de vantagens indevidas que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido em troca de atuação política no Congresso Nacional, no âmbito do esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As suspeitas embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a 9ª fase da Operação Complianc
Qual é a relação entre Jaques Wagner e o Banco Master? A Polícia Federal apontou uma série de vantagens indevidas que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido em troca de atuação política no Congresso Nacional, no âmbito do esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As suspeitas embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). Os principais pontos investigados pela PF estão listados abaixo. Mais adiante, o g1 detalha cada um deles: um imóvel de luxo em Salvador (entenda mais); ingressos para show da cantora Taylor Swift (entenda mais); repasses de dinheiro (entenda mais); e viagens para o exterior (entenda mais). A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional (entenda mais abaixo). Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso. "A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master", diz um trecho da decisão. Em entrevista à BandNews, o petista negou ter relação com Vorcaro e afirmou que o dinheiro encontrado são diárias pagas pelo Senado em razão de viagens. Segundo Wagner, o presidente Lula ligou para prestar solidariedade após a operação. Senador Jaques Wagner (PT) Waldemir Barreto/Agência Senado Apartamento de luxo A representação da PF cita que a compra do apartamento de luxo em Salvador foi feita pela Epítome S.A., com recursos provenientes de fundos vinculados ao Master. Jaques Wagner, segundo os investigadores, teria encaminhado a Augusto Lima dados do empreendimento, ao passo que Augusto acionou Valério Marega Júnior para tratar da operacionalização da aquisição. As investigações ainda mostram que as tratativas sobre a compra não terminaram após a primeira fase da Operação Compliance Zero, pelo contrário, teriam continuado com reuniões e envio de minutas contratuais. O empreendimento onde fica o apartamento é voltado ao público de alta renda e ainda está sendo construído. O prédio tem previsão de entrega para setembro de 2026. Ingressos para show de Taylor Swift Segundo a investigação da Polícia Federal, foram comprados ingressos para o dia 25 de novembro de 2023, quando a cantora se apresentou em São Paulo, na turnê "The Eras Tour", com entradas disputadas no Brasil. Segundo a investigação, os bilhetes foram adquiridos por orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master, por R$ 63.339 (entenda a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro mais abaixo). A PF afirma que os ingressos foram destinados a familiares do parlamentar, mas não deixou claro se o próprio Wagner foi ao show. A decisão de Mendonça também cita um show em Los Angeles, nos EUA, onde Taylor se apresentou em agosto de 2023. Não fica claro se foram comprados ingressos para a cidade americana. Senador Jaques Wagner (PT-BA) e banqueiro Augusto Lima Andressa Anholete/Agência Senado e Vanner Casaes/Agência Alba 49 mil dólares apreendidos A Polícia Federal também apreendeu, nesta quinta, US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador. Segundo o petista, o dinheiro tem origem em diárias pagas pelo Senado em razão de viagens para o exterior que realiza como parlamentar. "Eu, várias vezes, viajei pro exterior, mandei até levantar. E, de 2019 pra cá ,eu recebi de diárias, aproximadamente US$ 70 mil dólares, e outras vezes que eu fui viajar eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então, eu não tenho nenhuma coisa para esconder", afirmou Jaques. Além disso, ele declarou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade, em um telefonema após a operação da PF desta quinta, que teve Jaques como um dos alvos. Empresa ponte e repasses A decisão de Mendonça menciona também que os R$ 3,5 milhões não foram repassados ao senador diretamente. Esse montante seria fruto de transferência bancária da empresa "PKL One Participações S.A", dirigida por Andréa Lima Novaes (prima de Augusto Lima) e ligada ao grupo do Banco Master/Credcesta para a "BN Financeira Ltda.", empresa vinculada ao núcleo familia


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