A eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026 teve um roteiro incrível. Quando foi a campo na madrugada do sábado, a seleção persa precisava de uma vitória simples sobre o Egito para garantir a vaga na fase de 32 seleções. Um empate também assegurava consideráveis chances. Leia mais (06/28/2026 - 09h55)
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A eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026 teve um roteiro incrível. Quando foi a campo na madrugada do sábado, a seleção persa precisava de uma vitória simples sobre o Egito para garantir a vaga na fase de 32 seleções. Um empate também assegurava consideráveis chances.
O 1 a 1 perdurou durante quase toda a partida, com ambas as equipes tendo marcado --primeiro os árabes, depois os persas, que minutos antes já tinham inclusive perdido um pênalti-- antes dos 15 minutos do primeiro tempo.
Já nos acréscimos da segunda etapa, o Irã cruzou a bola na área e, após bate-rebate, o zagueiro Shoja Khalilzadeh empurrou para o fundo das redes.
Os persas celebraram muito. Khalilzadeh usou até óculos escuros na comemoração. Era, afinal, a primeira vez que o país passaria da fase de grupos.
Depois, porém, veio a desolação. Após intervenção do VAR, o gol foi anulado. A ponta do pé do zagueiro estava ligeiramente à frente do penúltimo defensor egípcio na origem do lance. Ainda houve tempo para, nos últimos momentos da partida, o Irã acertar uma bola no travessão.
A alegria deu lugar à tristeza. Após a partida, o lateral-direito Ramin Rezaeian, destaque da seleção e autor de dois gols no Mundial, inclusive o de empate contra o Egito, resumiu o sentimento.
"O que eu posso dizer? Não sei por quê. É só azar. Uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, e agora esta vez [...] Só espero que nos classifiquemos para que nosso povo possa se sentir bem. Nos entregamos de corpo e alma. Não importava nem se morrêssemos hoje [...]", disse ele.
Contra a Bélgica, o Irã teve outro gol anulado. E também por muito pouco. O atacante Mehdi Taremi estava à frente da zaga belga na origem de uma cobrança de falta ensaiada. Contra a Nova Zelândia, o mesmo Taremi acertou uma bola na trave. E também Taremi perdeu o pênalti contra o Egito.
Em 2018, os persas quase eliminaram Portugal na fase de grupos. Por pouco não maracaram nos acréscimos. A partida terminou 1 a 1, e o Irã acabou a fase de grupos em terceiro, com um ponto a menos que a seleção de Cristiano Ronaldo.
Mas o drama em 2026 estava longe de terminar. Ainda com o empate ante o Egito, o Irã, que terminou a fase de grupos em terceiro de sua chave, com 3 pontos e 0 de saldo de gols, podia avançar como um dos oito melhores terceiros colocados do Mundial.
Para isso, apenas uma dessas três coisas tinha de acontecer no sábado: a Croácia perder para Gana, a República Democrática do Congo não vencer o Uzbequistão e Áustria e Argélia não empatarem.
A Croácia venceu Gana e os africanos bateram o Uzbequistão. No último jogo, a Áustria ficou na frente do marcador duas vezes, e a Argélia empatou em ambas. Como o empate classificava as duas equipes, o jogo se tornou morno, com as seleções, parecia, apenas aguardando o apito final.
Já aos 48 minutos do segundo tempo, entretanto, Ryad Mahrez, maior nome do futebol argelino dos últimos anos, recebeu dentro da área e fez 3 a 2, talvez buscando vingança pela Vergonha de Gijón, episódio em que Áustria e Alemanha empataram de propósito para eliminar a Argélia da Copa de 1982.
O Irã estava classificado, e a Áustria estava eliminada. Faltava um minuto para o jogo acabar.




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