Incêndio em Parque Tecnológico da UFPE - Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco Um prédio em chamas no câmpus da UFPE transformou o Parque Tecnológico da universidade em briga eleitoral.
Com prejuízos que superam R$ 100 milhões na estrutura que abriga laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética, o incêndio transcendeu a dor de 20 anos de pesquisas destruídas. Fez a política pernambucana e nacional pegar fogo. O incidente foi o terceiro na UFPE em uma semana e ocorreu após ato de alunos pela democracia. A esquerda - de Jones Manoel, Rosa Amorim e Dani Portela a Humberto Costa, Marília Arraes e Teresa Leitão - denunciou ameaças virtuais, levantou hipótese de ataque extremista e cobrou urgência na investigação. A resposta da direita veio sem demora. Os deputados eleitos Thiago Medina, Gilson Machado Filho e o ex-ministro Mendonça Filho vincularam o sinistro a uso eleitoral e atribuíram ao abandono do ensino público. As acusações ecoaram em Brasília e fizeram o ministro da Educação, Leonardo Barchini, desembarcar no Recife. Anunciou a construção de um novo prédio e a compra de equipamentos. A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, visita o local hoje. Líderes como a governadora Raquel Lyra, o prefeito Victor Marques e o ex-prefeito João Campos também se manifestaram. A contundência que o caso exige não pode se perder no ruído partidário. É preciso aguardar o inquérito da Polícia Federal. Se a apuração confirmar atentado ideológico, será um crime contra a democracia. Se apontar negligência na manutenção estrutural, a omissão será igualmente imperdoável.




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