A busca por tratamentos mais eficazes e que facilitem a rotina de quem convive com a pressão alta ganhou um novo capítulo. O Instituto Atena de Pesquisa Clínica, em Natal, está recrutando voluntários para participar de um estudo clínico internacional de fase 3. A pesquisa investiga uma medicação experimental inovadora, administrada por meio de uma [...] O post Instituto recruta voluntários para estudo sobre hipertensão apareceu primeiro em Tribuna do Norte .
A busca por tratamentos mais eficazes e que facilitem a rotina de quem convive com a pressão alta ganhou um novo capítulo. O Instituto Atena de Pesquisa Clínica, em Natal, está recrutando voluntários para participar de um estudo clínico internacional de fase 3. A pesquisa investiga uma medicação experimental inovadora, administrada por meio de uma única injeção a cada seis meses, com potencial para manter a pressão arterial controlada de forma prolongada.
O cenário da doença no país justifica a urgência de novas alternativas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), a hipertensão é a doença crônica mais prevalente no Brasil, afetando mais de 38 milhões de pessoas. Para agravar o quadro, dados do Vigitel indicam que a prevalência de adultos brasileiros com hipertensão cresceu 31% entre os anos de 2006 e 2024.
De acordo com Hugo Diógenes, médico intensivista e diretor do Instituto Atena, ainda existe uma banalização da hipertensão e, por isso, muitos casos se agravam sem a devida atenção. “Por ser frequente e quase sempre silenciosa, muita gente a encara como ‘coisa da idade’ ou problema menor quando, na verdade, é um dos maiores fatores de risco para eventos graves”, detalha.
Conforme o pesquisador, não ter sintomas não significa ausência de riscos, pois as pessoas podem se sentir bem e estar acumulando danos por anos. Hugo Diógenes detalha que a hipertensão mal tratada leva a AVC, infarto, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.
Hugo Diógenes ressalta que, mesmo com diversos medicamentos eficazes disponíveis, muitos pacientes seguem com a pressão fora das metas recomendadas: “Por dificuldade de adesão, efeitos colaterais, número de comprimidos por dia, acesso irregular, inércia terapêutica ou simplesmente por responderem de forma diferente aos remédios. É aí que estudos como este entram; testam estratégias que podem somar-se ao tratamento atual e baixar o risco de quem está mais exposto”. O pesquisador pontua que a proposta não é só reduzir o número da pressão, mas saber se essa abordagem muda os desfechos que realmente importam em doenças mais graves, que podem levar à mortalidade.
O médico destaca que o estudo é destinado a pessoas com hipertensão ainda não controlada, mesmo em uso de pelo menos dois medicamentos (sendo um deles diurético), e que já tenham doença cardiovascular ou alto risco cardiovascular. Inicialmente, é realizada uma triagem que verifica se a pessoa cumpre os critérios de segurança e elegibilidade. Nesta fase, são revisados o histórico clínico, a medicação em uso, a pressão e alguns exames, incluindo função renal, potássio e eletrocardiograma.
O candidato pode esclarecer todas as dúvidas antes de decidir. Ele não abre mão de nada, continua com seu tratamento habitual para a hipertensão, e a medicação do estudo entra como um acréscimo, contando com exames e acompanhamento próximo de uma equipe treinada. “Participar de uma pesquisa é também uma forma de contribuir para o avanço da medicina”, conclui.
Os interessados em fazer parte do estudo clínico podem entrar em contato diretamente com o Instituto Atena pelos telefones (84) 2020-3430 ou (84) 99992-0089. Na capital potiguar, o instituto fica localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 385, no bairro do Tirol.




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