Executivos de empresas de apostas esportivas ouvidos pela coluna definiram como "frustrante" a abertura de investigação pela Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, para investigar possíveis irregularidades nos anúncios de apostas esportivas feitas pela CazéTV na Copa do Mundo. Leia mais (06/25/2026 - 21h00)

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Painel S.A. Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel S.A.

Executivos de empresas de apostas esportivas ouvidos pela coluna definiram como "frustrante" a abertura de investigação pela Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, para investigar possíveis irregularidades nos anúncios de apostas esportivas feitas pela CazéTV na Copa do Mundo.

Isso porque não haveria, segundo eles, reconhecimento dos esforços feitos pelas bets para se adaptarem e colaborarem com todos os pedidos de um setor que ainda dá os primeiros passos na regulamentação.

Segundo os relatos, são duas as visões do mercado: o governo tenta criar um fato para voltar a bater, em ano eleitoral, na tecla do endividamento das famílias causado pelo jogo, algo que as empresas do setor negam ter responsabilidade. E há também o estilo com que os anúncios são feitos pela CazéTV, que ajudaria a passar uma imagem exagerada e apelativa, explorada pelos críticos das bets.

A interpretação é que as promoções feitas pelas Betnacional, Bet365 e KTO, anunciantes da emissora, estão dentro da legislação, mesmo as chamadas "cotações turbinadas".

Aqui, para os executivos ouvidos, entra a questão do estilo da CazéTV, de excesso de animação que apelaria para a gritaria e informalidade.

As empresas, que não querem ser identificadas para não entrarem em conflito com o governo, afirmam que cada bet tem o seu estilo de anunciar, mas todas estão dentro da regulamentação e tentam aproveitar a época da Copa do Mundo. O setor insiste que a maior preocupação deveria ser os sites ilegais, que não estão sujeitos à fiscalização, e que corresponderiam à metade do volume apostado no país.

A CazéTV afirma operar dentro da legislação brasileira e trabalha apenas com operadoras legais e registradas no Ministério da Fazenda.

Em abril deste ano, o presidente Lula disse que, se dependesse dele, fecharia as bets. Mas foi no seu governo que o setor foi regulamentado, com a criação da Secretaria de Prêmios e Apostas. Ele relaciona as apostas ao crescimento do endividamento das famílias. Já houve medidas para restringir as apostas, como vetar CPFs vinculados a programas sociais.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

benefício do assinante