Europeus pressionaram, mas não conseguiram sair do zero e seguem sem vencer nos EUA

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21.jun.2026 às 18h02 Atualizado: 21.jun.2026 às 19h02

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Inglewood (Califórnia)

No segundo jogo na Copa do Mundo, o Irã arrancou um empate sem gols contra a Bélgica neste domingo (21), em Los Angeles. Pressionada durante boa parte da partida, a seleção iraniana contou com uma atuação segura do goleiro Alireza Beiranvand, ovacionado pela torcida presente no SoFi Stadium.

Com o resultado, as duas equipes estão empatadas com dois pontos e seguem com chances de classificação para o mata-mata –feito que será inédito para o time persa. Egito e Nova Zelândia jogam ainda neste domingo.

A Bélgica teve 70% de posse de bola e criou as principais oportunidades. Foram 23 chutes do time belga contra apenas 7 dos iranianos. Apesar disso, quem balançou as redes foi o Irã, aos 24 minutos do primeiro tempo em bela jogada ensaiada. Em cobrança de falta, a bola foi tocada para Taremi, que, sozinho, bateu para o gol. O tento, porém, acabou anulado por impedimento.

Após o intervalo, os europeus melhoraram. O técnico Rudi Garcia promoveu três mudanças no início do segundo tempo na tentativa de aumentar a pressão ofensiva. Nem mesmo a presença do atacante Romelu Lukaku, um dos maiores artilheiros belgas em Copas do Mundo, foi suficiente para furar a defesa iraniana.

O herói do zero a zero foi o goleiro Beiranvand. Aos 15min do segundo tempo, a defesa afastou mal um cruzamento rasteiro e De Cuyper chutou para o gol de dentro da pequena área. O goleiro iraniano, caído no chão, conseguiu saltar e bloquear com a mão esquerda, em uma das defesas mais incríveis até aqui nesta Copa.

A situação dos europeus se complicou aos 21min, quando o zagueiro Nathan Ngoy foi expulso. Após um erro da defesa belga, Mehdi Taremi roubou a bola e avançou em direção ao gol, sendo derrubado por Ngoy, último defensor da jogada. O árbitro mostrou cartão vermelho direto.

Mesmo com um jogador a mais, o Irã seguiu se defendendo e segurou o placar. Beiranvand voltou a aparecer aos 40min. De Cuyper, ele de novo, recebeu na entrada da área e chutou livre, mas o arqueiro iraniano defendeu.

Nas arquibancadas, os iranianos eram maioria e fizeram mais barulho do que os torcedores belgas. Quando Ngoy foi expulso, por exemplo, a torcida gritava e vibrava. O apoio à seleção, porém, não significava necessariamente apoio ao governo do país. Assim como na estreia, diversos torcedores exibiram a bandeira pré-Revolução Islâmica de 1979.

O símbolo é proibido pela Fifa, que considera sua exibição uma manifestação política. A Folha presenciou funcionários do estádio pedindo, em diferentes momentos, que torcedores abaixassem as bandeiras.

Outro momento marcante ocorreu durante a execução do hino nacional iraniano, vaiado por parte da própria torcida. Como a Folha mostrou, muitos integrantes da diáspora associam tanto o hino quanto a bandeira oficial do país ao atual regime iraniano.

Nem por isso o ambiente foi menos festivo. A torcida iraniana cantou durante toda a partida, comemorou cada tentativa de ataque e empurrou a equipe do início ao fim. Los Angeles abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do Irã, o que ajudou a explicar a vantagem numérica dos torcedores nas arquibancadas.

Sem nunca ter avançado da fase de grupos em Copas do Mundo, o Irã volta a campo na próxima sexta-feira (26), em Seattle, contra o Egito. A seleção entra na rodada final ainda sonhando com uma classificação histórica.

Também neste domingo, Egito e Nova Zelândia se enfrentam no Vancouver Place, no Canadá. As duas equipes do Grupo G buscam a primeira vitória nesta edição do Mundial.

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