Natasha, Gemma e Helen cresceram acreditando que sabiam quem eram seus pais. Leia mais (06/28/2026 - 14h21)

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28.jun.2026 às 14h21

Natasha, Gemma e Helen cresceram acreditando que sabiam quem eram seus pais.

Foi apenas décadas mais tarde, após realizarem testes de DNA, que elas descobriram que foram concebidas a partir do mesmo doador de esperma, um homem do País de Gales.

Como foram concebidas antes da introdução das normas que passaram a regular esse tipo de procedimento, em 1991, elas dizem pertencer à geração de crianças nascidas durante o período do "Velho Oeste" da doação de esperma.

Elas se autodenominam "irmãs de esperma" e vêm explorando juntas essa recém-descoberta relação de irmandade. O primeiro encontro entre elas foi descrito como "um conto de fadas; parecia algo mágico, havia lágrimas de alegria".

Gemma e Helen Hicks cresceram juntas em Berkshire, sul da Inglaterra, e acreditavam que o pai que as criou era seu pai biológico.

Foi só quando estavam perto dos 30 anos que descobriram ter sido concebidas com o auxílio de um doador de esperma. Mas na época em que nasceram, os registros eram limitados e elas não tinham como saber se o doador era o mesmo.

"Naqueles tempos, a doação de esperma era uma espécie de 'Velho Oeste'. Muitos pais eram orientados a criar a criança como se fosse biologicamente deles e a não contar nada", disse Gemma, de 36 anos, que mora na Inglaterra.

Somente em agosto de 1991 foi criada a Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia do Reino Unido, órgão regulador da fertilidade no país, e passaram a existir diretrizes para o setor.

Um teste de DNA não apenas confirmou que as duas tinham o mesmo pai biológico, como também as apresentou a outras irmãs.

"Fisicamente, eu me senti diferente. Tive a sensação de que já não sabia quem eu era e comecei a questionar cada pequeno aspecto da minha vida, me perguntando se aquilo vinha da minha genética", afirmou Gemma.

Para Helen, de 35 anos, que vive em Hampshire, sudoeste de Londres, depois do choque inicial, a notícia trouxe uma sensação de clareza.

"Uma estranha sensação de calma tomou conta de mim. Passei a olhar para determinados momentos da minha vida e, de repente, muitas coisas começaram a fazer sentido."

Desde então, elas encontraram mais duas irmãs do mesmo doador. Uma delas é Natasha Goldstein-Opasiak, de 36 anos, moradora de Essex, leste de Londres.

Natasha descobriu aos 21 anos que havia sido concebida por meio de doação de esperma, mas só fez um teste de DNA quando tinha 31. "Fiz o teste porque tinha muita curiosidade de saber de onde vinha a outra metade de mim. Nunca imaginei que encontraria irmãos", disse.