Presidenciável participou de evento organizado por grupos conservadores ligados a Javier Milei e ao governo de Israel
Priorizar nos meus resultados Google O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou neste domingo, 28, para a Argentina para se encontrar com o presidente Javier Milei e participar de um evento organizado por grupos conservadores ligados ao governo de Israel. Na ocasião, ele fez um discurso otimista, considerando que conseguirá se eleger ao comando do Palácio do Planalto e afirmando que, se sim, levará o Brasil a se alinhar politicamente a Israel. Confira a íntegra da fala dele abaixo.
Flávio também falou sobre o PCC e o CV, voltando a apoiar a decisão dos Estados Unidos de passarem a considerar as duas facções como grupos terroristas, abrindo margem para suas próprias ações no território brasileiro sem que necessariamente haja ações de cooperação com as autoridades nacionais. Todo o discurso do senador foi feito em espanhol e transmitido em live nas redes sociais.
“É uma honra imensa estar aqui, na Argentina.
E quero deixar um agradecimento especial a quem tornou este momento possível: meu amigo Josh Reinstein, presidente da Israel Allies Foundation e diretor do grupo de aliados de Israel no Knesset. Há mais de vinte anos, Josh dedica sua vida a unir cristãos e judeus em torno de uma causa comum — aquilo que ele chama de diplomacia baseada na fé. Foi essa diplomacia que ajudou nações a transferirem suas embaixadas para Jerusalém e a se levantarem contra o antissemitismo em todo o mundo. Obrigado, Josh, pelo convite e por esta missão.
Quero começar dizendo o que sinto ao olhar para as Américas hoje. Durante a maior parte da minha vida, acostumamo-nos com um continente que afundava. Durante décadas, a esquerda organizada do Foro de São Paulo chegava ao poder prometendo o paraíso e entregava inflação, pobreza, empresas fechando e a criminalidade tomando as ruas. Um vizinho caía após o outro, como peças de dominó, e as pessoas de bem das Américas se acostumaram a perder.
E é por isso que estou feliz de estar aqui — não simplesmente porque a Argentina prospera, mas porque o que está acontecendo aqui faz parte de algo muito maior. Uma onda azul que percorre as Américas, de norte a sul.
Olhem o mapa. Nos Estados Unidos, Donald Trump. Aqui, a Argentina do presidente Javier Milei. O Chile, que elegeu José Antonio Kast. O Peru, que acaba de eleger Keiko Fujimori — e observem: a esquerda perdeu e, fiel ao seu manual, gritou “fraude” sem apresentar prova alguma. A Colômbia, que elegeu Abelardo de la Espriella. A Bolívia, que, depois de quase vinte anos de hegemonia socialista, elegeu Rodrigo Paz e virou a página. O Equador, que reelegeu Daniel Noboa. O Paraguai de Santiago Peña. E, mais ao norte, na América Central e no Caribe, a maré é a mesma: a Costa Rica de Laura Fernández, o Panamá de Mulino, Honduras do presidente Tito Asfura, a República Dominicana e, claro, o exemplo que inspira o continente inteiro: El Salvador de Nayib Bukele, que provou ao mundo que é possível derrotar o crime e devolver a paz às ruas.
Hoje, a direita governa a maioria das nações da América Latina. Um continente inteiro, nas urnas, dizendo: “basta”.
E até as tiranias começam a cair. Na Venezuela, parece que finalmente dias melhores surgem no horizonte, com o criminoso narcoterrorista Maduro pagando por seus pecados. E quem sabe se os próximos não serão os cubanos? Pobres. Ninguém sofreu tanto quanto eles, por tanto tempo. Porque essa sempre é a regra: quanto mais tempo e quanto mais hegemônica é a força da esquerda — a força do Foro de São Paulo — mais sofre o povo, mais empobrece e mais perde a liberdade. O presidente Milei tem razão: o socialismo é, de fato, um modelo empobrecedor.
E vou confessar-lhes um sentimento muito sincero. Nós, brasileiros, olhamos esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque, enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda permanece preso ao passado. Nós somos a peça que falta nesse mapa. E venho aqui dizer, com todas as letras: em outubro, isso muda! Em outubro, o Brasil entra nessa onda. O Brasil será o próximo — pois eu serei o novo presidente do Brasil!
E é justo reconhecer quem deu, juntamente com meu pai, o primeiro grande impulso a essa onda. Foi o presidente Javier Milei. Foi ele quem começou tudo isso.
Quando o presidente Milei assumiu, a Argentina estava quebrada. Inflação de mais de 200% ao ano. Mais da metade da população na pobreza.
Vou confessar uma coisa: lá no Brasil, durante anos, a frase que mais ouvíamos era: “cuidado, ou vamos terminar como a Argentina”. A Argentina era o nosso fantasma. O exemplo do que NÃO se deve fazer.
E então chegou Javier. E cortou na própria carne do Estado — com uma motosserra. Reduziu os ministérios pela metade. Acabou com privilégios. Equilibrou as contas. E os resultados estão à vista de todo o mundo.
Agora olhem para o Brasil que Lula está prestes a deixar. É o espelho invertido.
O brasileiro comum sente isso todos os meses, no cartão de crédito com juros anuais de 475%, o que, na prática, beira a escravidão moderna, e no fim do mês que nunca chega.
Enquanto o presidente Milei colocava ordem na sua casa, Lula desorganizou a nossa. Enquanto a Argentina subia, o Brasil descia ladeira abaixo. E aqui está a maior ironia, a mais bela reviravolta de todas: hoje, no Brasil, em vez de termos medo de terminar como a Argentina do passado, passamos a ter esperança de terminar como vocês estão hoje.
Mas há um mal que nenhuma prosperidade resolverá sozinha, se não o enfrentarmos juntos. É o maior problema do nosso continente: a violência promovida pelos cartéis, que deixaram de ser quadrilhas locais para se transformarem em organizações transnacionais.
Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge mostra que cerca de um quarto da população brasileira — entre cinquenta e sessenta milhões de pessoas — vive em territórios onde quem manda, na prática, é o crime organizado.
A população convive com facções e milícias no próprio bairro. Dezenas de milhões de pessoas vivem em lugares com toque de recolher imposto pelo narcotráfico. Onde é proibido chamar a polícia. Onde se paga uma taxa de proteção para sobreviver. Onde a facção decide quem entra, quem sai, quem vive e quem morre.


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