Candidato ao governo de Pernambuco pelo Psol, Ivan Moraes foi o primeiro entrevistado na sabatina da Rádio Folha FM 96,7 - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco Sem mandato há quase dois anos e ciente da distância que o separa dos favoritos na disputa estadual, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (Psol) tem na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas o espaço para consolidar seu nome e fortalecer o partido em Pernambuco.
Longe de vender ilusões - sabe da dificuldade de enfrentar dois nomes de peso na política local - a candidatura majoritária serve para pavimentar o terreno para pleitos futuros. Oficialmente, mantém o discurso de alcançar o segundo turno, sem preferência de adversário. Argumenta que tanto a governadora Raquel Lyra quanto o ex-prefeito João Campos adotam práticas parecidas em pautas centrais, como a da privatização. Enquadra os dois no mesmo bloco de centro, com raízes nas estruturas tradicionais, e se apresenta como única opção da esquerda. Ontem, depois de denúncias dos dois candidatos sobre a existência de supostos gabinetes do ódio, e um dia após a divulgação de cartazes apócrifos com ataques a Raquel Lyra, cobrou uma campanha respeitosa. Diante do tom agressivo, busca ser o contraponto. Repudia ataques anônimos e pede civilidade. Tenta provar a viabilidade de uma candidatura sem grandes aportes financeiros. E, se fosse eleito hoje, afirma que não seria problema governar diante de uma Assembleia Legislativa sem representantes do Psol. Aposta na arma que usa há 30 anos, seja nos movimentos sociais ou no parlamento: o diálogo. E reforça que as articulações políticas podem se dar com o debate, sem necessidade de ceder à lógica das velhas alianças.


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