Primeira-dama participou de agendas nos 2 Estados e defendeu articulação entre governos para combater a violência contra mulheres
Primeira-dama participou de agendas nos 2 Estados e defendeu articulação entre governos para combater a violência contra mulheres
Reprodução/ Instagram - @janjalula - 25.jun.2026
26.jun.2026 (sexta-feira) - 19h27 Siga o Poder360 no Google
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, participou na 5ª feira (25.jun.2026) e nesta 6ª feira (26.jun) de eventos de adesão do Ceará e do Rio Grande do Norte ao Pacto Brasil contra o Feminicídio, iniciativa do governo federal para ampliar ações de prevenção e combate à violência contra mulheres e meninas.
O Ceará se tornou o primeiro Estado a firmar o compromisso do pacto nos territórios. Na 5ª feira (25.jun), a cerimônia foi realizada no MIS (Museu da Imagem e do Som), em Fortaleza, e reuniu autoridades estaduais e federais.
Janja afirmou que a integração entre Executivo, Legislativo e Judiciário é fundamental para fortalecer as políticas de proteção às mulheres e ampliar mecanismos de prevenção e monitoramento da violência.
A primeira-dama citou o número de feminicídios registrados no Estado e defendeu que as políticas públicas tenham como meta zerar os casos.
“Só no ano passado, 47 mulheres foram vítimas de feminicídio no Ceará. É como se a cada semana uma mulher perdesse a vida nesse Estado apenas por ser mulher. E esse número, assim como em todos os outros Estados, precisa ser zero”, afirmou.
Ela afirmou ainda que nenhuma mulher deve perder a vida por se negar a manter relacionamentos, impor limites ou fazer escolhas sobre a própria vida.
Durante a agenda, Janja encontrou Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, vítima de uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim (CE), em maio. A jovem teve as mãos decepadas durante o ataque e passou por cirurgia de reimplante realizada por profissionais do SUS.
A primeira-dama elogiou a equipe médica responsável pelo atendimento e afirmou que a violência sofrida não interromperá a trajetória da jovem.“Isso não te interrompeu e nem vai te interromper, e nós vamos estar sempre do seu lado”, disse Janja à jovem.
Já Rio Grande do Norte, Janja participou, nesta 6ª feira (26.jun), da adesão do Estado ao pacto nacional. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a cooperação entre os Poderes e a atuação conjunta de Estados e municípios são essenciais para fortalecer a rede de proteção às mulheres.
“Essa adesão representa não apenas um gesto simbólico, mas a reafirmação de um pacto permanente pela construção de um país livre da violência de gênero”, escreveu.
Segundo a primeira-dama, nenhuma instituição conseguirá enfrentar sozinha a violência de gênero e a articulação entre governos é necessária para ampliar a capacidade de proteção e prevenção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), firmaram o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio em 4 de fevereiro. O documento formaliza compromissos institucionais entre os Três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres.
Lula apresentou a iniciativa do pacto em dezembro de 2025. A apresentação foi feita no Planalto, com ministros do STF e integrantes do governo. A ideia partiu da primeira-dama, Janja Lula da Silva, conforme afirmou o próprio presidente.


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