O Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira (17) uma reforma da lei de sucessão imperial, mas manteve a proibição de que uma mulher se torne imperatriz, apesar de as pesquisas sugerirem que essa medida teria amplo apoio popular. Leia mais (07/17/2026 - 04h12)
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O Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira (17) uma reforma da lei de sucessão imperial, mas manteve a proibição de que uma mulher se torne imperatriz, apesar de as pesquisas sugerirem que essa medida teria amplo apoio popular.
O futuro da Casa Imperial japonesa, que segundo a lenda descende de Amaterasu, a deusa do sol, depende atualmente do príncipe Hisahito, 19, sobrinho do atual imperador Naruhito, 66.
Se Hisahito, que não é casado e começou recentemente a estudar biologia e entomologia, não tiver um filho homem, a linha de sucessão seria extinta por não haver um herdeiro, segundo as regras vigentes.
A reforma, aprovada por ampla maioria na Câmara japonesa, autoriza a adoção de parentes masculinos distantes maiores de 15 anos para que voltem a fazer parte da família imperial, desde que sejam solteiros.
Também permite que as mulheres conservem seu status real após se casarem com um plebeu, algo que já é permitido para os homens.
A Lei da Casa Imperial do Japão, em vigor desde 1947, não admite que as mulheres ascendam ao Trono do Crisântemo, um direito que só pode ser transmitido por linha masculina e que não foi modificado no projeto recém-aprovado.
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Isso descarta que a popular princesa Aiko, 24, filha de Naruhito, ou as duas irmãs mais velhas de Hisahito, possam se tornar imperatrizes algum dia.
Uma pesquisa realizada pelo jornal Asahi Shimbun em maio revelou que 72% dos entrevistados eram a favor de mudar as regras para permitir que as mulheres ascendam ao trono.
As novas mudanças na legislação foram alcançadas após importantes disputas dentro do partido conservador de Sanae Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão, que se opõe à sucessão feminina.
Asahiro Kuni, de 81 anos e ex-membro da família imperial, disse que seria pouco realista adotar parentes masculinos distantes, e acrescentou que aconselharia seus netos a rejeitarem tal proposta.
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Kuni é membro de um dos 11 ramos da família imperial que saíram do registro imperial após a Segunda Guerra Mundial. "Aos 15 anos, uma pessoa já cresceu respirando o ar da liberdade", disse Kuni ao jornal Asahi Shimbun. "Acho que seria difícil se adaptar à vida na família imperial."




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