A JBS e o Grupo Viva assinaram o acordo definitivo para criar a JBS Viva, nova joint venture (parceria de negócios) que será a maior processadora de couros do...
A JBS e o Grupo Viva assinaram o acordo para criar a JBS Viva, nova joint venture (parceria de negócios) que será a maior processadora de couros do mundo. A nova companhia unirá as operações de produção, beneficiamento e comercialização de couros das duas empresas.
A sociedade será dividida em partes iguais, com controle de 50% para cada empresa. Para entrar no negócio, a JBS S.A. vai transferir todos os ativos de sua divisão de couros no Brasil para a nova parceira.
A JBS S.A. vai transferir toda a sua divisão brasileira de couros para o novo negócio. A VIVA Holding também vai consolidar o controle da VIVA S.A. antes de fechar a transação.
A governança da nova gigante do setor de couros será compartilhada entre os sócios. O conselho de administração terá seis membros, sendo que a JBS indicará o presidente e o diretor financeiro, e a VIVA nomeará o CEO.
Algumas operações e ativos específicos de couro foram deixados de fora do negócio. Ficam excluídas as atividades de colágeno e gelatina, a unidade de Cactus (Texas, EUA) e os ativos da JBS na Alemanha, Uruguai e México.
A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). As empresas não divulgaram uma data prevista para o fechamento definitivo da transação, que foi assinada na Holanda.
A JBS Viva nasce como líder global do segmento com capacidade gigante de produção. A nova companhia conseguirá processar mais de 20 milhões de couros por ano e terá 31 fábricas espalhadas por seis países.
A operação acelera a consolidação de um mercado que costuma ser muito fragmentado. O setor de couro bovino é sensível a variações nos preços da pecuária e nas demandas de indústrias calçadista e automotiva.
A união com a Viva dá mais poder de barganha global para a JBS. A Viva foi criada há dois anos pela fusão da Viposa e Vancouros, e faturava cerca de R$ 3,1 bilhões.
A exclusão de alguns ativos mostra uma reorganização estratégica do grupo. A JBS deve focar a nova empresa em polos de grande escala, mantendo negócios de menor sinergia sob controle direto.
A nova gigante deve trazer mais previsibilidade de escoamento para pecuaristas. A escala mundial ajuda a reduzir a volatilidade histórica dos preços do couro e agrega valor aos produtos derivados do abate.
Os analistas do mercado financeiro recomendam acompanhar de perto os efeitos da fusão. Investidores da JBS devem monitorar a entrada em mercados externos exigentes em rastreabilidade.
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