O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, justificou que os aditivos de orçamento e cronograma em obras da Prefeitura do Recife foram motivados por imprevistos - Reprodução | Youtube O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, justificou que os aditivos de orçamento e cronograma em obras da Prefeitura do Recife foram motivados por imprevistos. Durante sabatina promovida pela TV Globo, no início da tarde desta segunda-feira (14), o ex-prefeito da capital garantiu que o recurso cumpre rigorosamente as exigências legais.

"A lei permite fazer aditivo de preço e de prazo, adequar e rever projeto. Não tem nada ilegal nisso. A diferença é que, quando assumir o governo, a gente entrega obra", declarou Campos. A concessão de aditivos em contratações públicas tem sido um dos principais alvos de críticas dos adversários políticos de Campos, entre eles a governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra. Compesa O candidato da Frente Popular de Pernambuco criticou o modelo de concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Segundo ele, o formato atual falha ao não prever investimentos estruturantes para a produção de água, como a construção de barragens e sistemas adutores. "O maior problema de Pernambuco, hoje, é a produção de água, o que não é tratado nessa concessão feita", afirmou. Creches João Campos questionou o ritmo de entrega de creches pelo governo estadual e usou como parâmetro a ampliação da rede infantil durante a gestão dele no Recife. Questionado sobre gargalos estruturais no município — a exemplo da falta de profissionais para acompanhar a expansão —, o candidato admitiu que existem problemas, mas argumentou que as falhas são pontuais e foram em grande parte superadas.