João Campos participou de sabatina promovida pela CNN Brasil nesta quinta-feira (15) - Foto: Reprodução/Youtube O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que não vê chances de vitória para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante a sabatina da CNN Brasil realizada nesta quinta-feira (15), ao ser questionado sobre a viabilidade de governar o estado caso houvesse uma mudança no comando do Palácio do Planalto.
“Eu não vejo o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro e vejo o Lula sendo reeleito. Fui prefeito do Recife no momento em que Bolsonaro era presidente da República e posso dar um testemunho de que ele não tinha uma relação institucional com as cidades e com os estados. Eu vejo que um eventual sucesso do Flávio Bolsonaro significa que áreas estratégicas do Brasil estarão vulneráveis, incluindo a saúde, o Sistema Único de Saúde”, declarou.
O ex-prefeito do Recife aproveitou o debate nacional para defender a sintonia entre os governos estadual e federal e que esse é o caminho para alavancar grandes intervenções de infraestrutura. Segundo ele, o alinhamento com Brasília permitirá viabilizar mais de R$ 9 bilhões em obras, incluindo a conclusão da Adutora do Agreste, a expansão do Porto de Suape e a construção do Hospital Geral Metropolitano.
“Quando Lula governou o Brasil e teve um aliado governando Pernambuco, a exemplo de Eduardo Campos, foi o melhor tempo da história de Pernambuco”, afirmou.
Outro eixo da entrevista foi a cobrança por maior competitividade e liderança econômica no cenário regional. Campos apontou que Pernambuco vem perdendo espaço para estados vizinhos na atração de investimentos, mencionando avanços de Alagoas em rodovias, do Piauí no ensino integral e do Ceará em infraestrutura tecnológica.
“Para a gente, que foi um estado líder do Nordeste, ver esse cenário de falta de protagonismo é algo que nos preocupa. Pernambuco vai voltar a ser líder”, afirmou.
Na segurança, João defendeu uma gestão pautada na repressão qualificada ao crime organizado e no combate ao estrangulamento financeiro das facções. No entanto, o destaque foi a área de proteção aos direitos das mulheres e combate ao feminicídio. Ele prometeu a aquisição de 20 mil tornozeleiras eletrônicas no primeiro mês de mandato, além da ampliação da rede Compaz para todo o estado e a duplicação das delegacias da mulher com atendimento 24 horas.
“A tolerância tem que ser zero. Hoje, em Pernambuco, 18 mil agressores têm medidas protetivas só no papel e não têm o monitoramento eletrônico. Se o Estado chegar antes da violência, ele salva”, pontuou o postulante.
Encerrando a sabatina, o pessebista fez críticas ao modelo de concessão dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Campos questionou a destinação da outorga arrecadada frente ao cenário de racionamento enfrentado pela população e prometeu utilizar 5% do valor arrecadado para subsidiar o consumo de famílias vulneráveis em períodos de desabastecimento.
“Não tem como você receber R$ 4 bilhões, botar no bolso do estado e deixar 3 milhões de pernambucanos sem receber água. Famílias de baixa renda que não recebem água não vão pagar a conta”, concluiu.



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