João Fernandes está no ar em “A nobreza do amor” como o atrapalhado Fuad, pretendente de Salma (Rayssa Bratillieri) escolhido pelos pais da moça, Fátima (Kika Kalache) e Miguel (Eduardo Mossri), em "A Nobreza do Amor". Ele revela que a previsão era que o personagem entrasse na metade da novela, mas a chegada foi adiantada em quase dois meses. Apesar do curto período de preparação, o ator de 27 anos destaca o cuidado que teve para construir o personagem. Leia mais: Ana Miranda

João Fernandes está no ar em “A nobreza do amor” como o atrapalhado Fuad, pretendente de Salma (Rayssa Bratillieri) escolhido pelos pais da moça, Fátima (Kika Kalache) e Miguel (Eduardo Mossri), em "A Nobreza do Amor". O ator revela que a previsão era que o personagem entrasse na metade da novela, porém a chegada foi adiantada em quase dois meses. Apesar do curto período de preparação, o artista de 27 anos destaca o cuidado que teve para construir o personagem.

Leia mais: Ana Miranda entrará em 'A nobreza do amor'Entrevista: Protagonista de 'A Nobreza do Amor', Duda Santos abre coração sobre fama, careira e representatividade

— A primeira coisa que pensei quando recebi os capítulos foi que Fuad não poderia ser um babaca, só um cara que está tranquilo com o casamento arranjado. Queria que ele fosse um cara legal, que tentasse respeitar ao máximo a Salma. Focamos em construí-lo mais atrapalhado do que estúpido. Estamos apostando nesta dinâmica de uma família libanesa com um agregado que não é bem um agregado. Obra aberta é assim: as cenas chegam e recalculamos a rota — comenta ele, que participou de laboratórios oferecidos pela TV Globo com um consultor libanês.

Fernandes iniciou a carreira aos nove anos, com o papel de Amarit em "Caminho das Índias" (2009). Em 2012, o ator interpretou Picolé em “Avenida Brasil”. Ele revisita memórias deste trabalho, que está em reprise no "Vale a Pena Ver de Novo" desde março:

— Assistir a "Avenida Brasil" hoje, 14 anos depois, desperta sentimentos dúbios. Sinto uma cobrança que acho que não deveria existir porque eu era um pré-adolescente, não o artista que sou atualmente. Sou muito autocrítico, pois tinha um personagem diretamente ligado aos protagonistas. A novela me ensinou, ainda criança, o porquê de eu exercer esta profissão. Entendi que existe um propósito, que entrar em um set e gravar uma cena para milhões de pessoas assistirem não é brincadeira.

A transição para a idade adulta ocorreu de forma precoce na vida real, impulsionada pelo trabalho e pela paternidade. A trajetória do artista é marcada pela criação solo do filho, Nicolas, de 6 anos. João Fernandes assumiu a responsabilidade integral do menino após a morte da mãe em 2021, a atriz Mabel Calzolari, vítima de complicações de aracnoidite torácica, uma doença rara na coluna vertebral.

— É a única realidade que conheço como pai do Nicolas. Depois que a Mabel morreu, veio uma descarga de responsabilidade de que, a partir de então, seria tudo comigo e que não podia errar. Desenvolvi ansiedade e síndrome de estafa, mas fui reajustando a vida. Hoje, o Nicolas é meu parceiro e meu melhor amigo. Sinto que aprendo mais com ele do que ele comigo — emociona-se.

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Como forma de preservar a memória de Mabel, Fernandes e a família dela trabalham há cerca de oito meses na produção de um longa-metragem sobre a vida da atriz. O projeto nasceu de uma ideia do roteirista Leonardo Raphael, que idealizou a obra após um sonho, mesmo sem ter conhecido Mabel em vida.

— O roteiro está praticamente escrito. A ideia é fazer o que ela fazia de melhor: inspirar pessoas. Não estamos fazendo um filme pesado, o Léo é um roteirista de primeira, está lindo. Não há uma reunião de pauta em que a gente não chore. Vai ser um processo gostoso e também uma forma de o meu filho ter um registro diferente da mãe dele para sempre — finaliza ele.

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