No próximo domingo, 6 de setembro, quando o Jota Quest subir ao palco Sunset do Rock in Rio , terá início a comemoração dos 30 anos de carreira fonográfica da banda mineira. O grupo festeja com um recém-lançado álbum dedicado ao repertório de Tim Maia . Leia mais (09/01/2026 - 05h00)

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No próximo domingo, 6 de setembro, quando o Jota Quest subir ao palco Sunset do Rock in Rio, terá início a comemoração dos 30 anos de carreira fonográfica da banda mineira. O grupo festeja com um recém-lançado álbum dedicado ao repertório de Tim Maia.

Com 16 faixas que misturam hits consagrados com outras faixas um pouco menos conhecidas, "Jota Quest & Tim Maia: Dance Enquanto É Tempo" já traz no título uma referência ao contato que o quinteto teve com Tim no início da carreira. O álbum de estreia incluiu uma regravação de "Dance Enquanto É Tempo", e eles tiveram de ligar para o autor para pedir autorização.

PJ, baixista da banda e produtor do novo álbum, lembra que o grupo adorou a conversa. "Ele obviamente não sabia nada da banda; éramos conhecidos somente no cenário mineiro da música, mas se amarrou na gente porque não tínhamos escolhido um hit tão famoso do repertório dele."

O Jota Quest sempre usou em gravações e shows muitos metais. E esses instrumentos ganham um peso enorme nessas regravações. "Tim é voz, letra e melodia, claro. E depois são os riffs dos metais. Não tem riff de guitarra; até o baixo fica abaixo dos metais. Respeitamos isso. Não tem como mudar esses riffs clássicos e geniais", diz PJ.

"Além dos metais, o disco tem uma coisa muito importante", afirma o vocalista Rogério Flausino. "São os backing vocals femininos. As meninas se juntaram à dupla masculina que a gente sempre teve, para fazer um paredão de voz." PJ lembra que há muito tempo não aparece esse tipo de backing vocal na música pop brasileira. "Falei para os homens ficarem atrás, para deixar a mulherada cantar."

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Na avaliação do produtor, o álbum é antialgoritmo. "Não foi feito para seguir as regras atuais da indústria musical. Teve muita pesquisa e foi tudo gravado analogicamente. Baixo, guitarra, bateria. Eu brinco que nós lançamos uma coisa que ou não vai dar em nada ou vai ser muito legal."

O disco tem vários convidados. Além de muitos trechos de voz do próprio Tim adicionados às gravações, participam nos vocais Negra Li, Mãeana, Os Garotin, Thiaguinho e Tony Tornado e Lincoln Tornado. Na percussão, Mauro Refosco, que trabalha com o Red Hot Chili Peppers, e Carlinhos Brown. "Não chamei o Brown para cantar. Ele se empolgou, disse que há décadas ninguém o chamava apenas para a percussão", afirma PJ.

O baixista destaca que há uma carga emocional na participação de Tony Tornado, porque ele colaborou no primeiro álbum da banda. "Depois de 30 anos, ele volta. Está muito lúcido, com 96 anos, e cantando muito". Flausino agradece a Carmelo Maia, filho de Tim. "Fazer isso sem o abraço do Carmelo seria impossível. Ele esteve com a gente o tempo inteiro. Deu sugestões, contou muita história legal."

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O repertório do disco traz músicas dançantes, entre elas "Descobridor dos Sete Mares", "Não Quero Dinheiro", "Acenda o Farol" e "Réu Confesso", e baladas, como "Primavera" e "Azul da Cor do Mar". Elas conversam bem com as canções autorais do Jota Quest, e Flausino brinca com isso.

"Como dizia o Tim Maia, um bom baile é feito de metade ‘mela cueca’ e metade ‘esquenta sovaco’. Show do Jota Quest é para dançar, mas também para abraçar e beijar. E agora a gente vai fazer com as músicas do cara que nos ensinou o caminho das pedras. Tim sempre foi o nosso professor."