O Kennedy Center, principal centro de artes cênicas de Washington, nos Estados Unidos , pode fechar seu prédio principal já nesta terça-feira (15), segundo o Washington Post. Leia mais (09/13/2026 - 21h07)

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13.set.2026 às 21h07

O Kennedy Center, principal centro de artes cênicas de Washington, nos Estados Unidos, pode fechar seu prédio principal já nesta terça-feira (15), segundo o Washington Post.

Documentos obtidos pelo jornal americano mostram que dirigentes da instituição avaliam que o centro corre risco de colapso financeiro nas próximas semanas e defendem que o apoio do presidente Donald Trump seja usado para evitar a falência.

A crise financeira ocorre após uma forte queda nas receitas. Segundo projeções internas obtidas anteriormente pelo Washington Post, o centro estimava arrecadar cerca de US$ 124 milhões (R$ 635 milhões) em um ano fiscal para o qual havia previsto US$ 220 milhões (R$ 1,1 bilhão) em receitas.

Mesmo após cortes de gastos, a projeção apontava para um déficit de aproximadamente US$ 23 milhões (R$ 117 milhões).

As informações são de um pacote de 57 páginas distribuído ao conselho de administração antes de uma reunião extraordinária marcada para terça. Os conselheiros devem analisar duas propostas: uma para enfrentar a situação financeira e outra para determinar o fechamento imediato do edifício.

Segundo os documentos, a instituição poderá ter dificuldades para pagar salários e contratos de manutenção dentro de algumas semanas. A direção afirma que Trump se ofereceu para ajudar a levantar os recursos necessários para evitar a falência durante a reforma do complexo, mas diz que o presidente só apoiaria se houvesse reconhecimento público de seu papel na recuperação do centro.

Uma das opções apresentadas aos conselheiros prevê a instalação, na fachada, de uma inscrição atribuindo a Trump a ajuda com a reforma, a restauração e a criação de um fundo de doações do Kennedy Center.

A administração atribui parte dos problemas à gestão anterior e afirma que o nome de Trump teria atraído novos doadores. A inclusão do nome do presidente no edifício, porém, é alvo de uma disputa judicial. Em maio, o juiz federal Christopher Cooper decidiu que apenas o Congresso pode alterar o nome do Kennedy Center e determinou a retirada do nome de Trump.

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Além da situação financeira, dirigentes afirmam que o prédio apresenta riscos à segurança. Durante uma tempestade em 4 de setembro, uma parte do forro de gesso de aproximadamente 1,2 por 1,5 metro se desprendeu e caiu de uma altura de cerca de 18 metros. Ninguém ficou ferido. Inspetores encontraram ao menos outros sete pontos com sinais visíveis de deterioração provocada por água.

Engenheiros também identificaram corrosão em componentes estruturais dos painéis instalados na parte inferior de uma cobertura que circunda o centro. De cerca de metade dos 278 painéis analisados, 46 apresentavam corrosão estrutural grave e outros 93 tinham corrosão de leve a moderada intensidade. A estimativa é que aproximadamente um terço dos painéis precise ser substituído imediatamente.

O relatório afirma ainda que estruturas de teto com peso de cerca de 1,1 tonelada estão suspensas a cerca de 18 metros sobre áreas de circulação do público.

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