Quando se pensa em envelhecimento facial, rugas, manchas e flacidez costumam ser as primeiras mudanças lembradas. A região dos lábios, no entanto, também se transforma ao longo do tempo — e não apenas pela perda de volume. Alterações na pele, na musculatura e nas estruturas que dão sustentação à face podem modificar o contorno da boca, a projeção dos lábios e até a aparência da região ao redor. O que muda no rosto quando a aparência parece mais descansada? H
Quando se pensa em envelhecimento facial, rugas, manchas e flacidez costumam ser as primeiras mudanças lembradas. A região dos lábios, no entanto, também se transforma ao longo do tempo — e não apenas pela perda de volume. Alterações na pele, na musculatura e nas estruturas que dão sustentação à face podem modificar o contorno da boca, a projeção dos lábios e até a aparência da região ao redor.
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A aparência recente de Alinne Moraes chamou atenção nas redes sociais e trouxe o tema novamente para a conversa. Mas, afinal, a boca também envelhece? Sim. E entender esse processo passa por observar não apenas os lábios, mas toda a área ao redor deles.
"Quando pensamos no envelhecimento dos lábios, precisamos olhar também para tudo o que está ao redor. Existe perda de colágeno e elasticidade, mudanças na sustentação dos tecidos e alterações na própria qualidade da pele. O contorno pode ficar menos evidente e as linhas ao redor da boca tendem a se tornar mais marcadas. Não é simplesmente uma questão de volume", explica a dermatologista e tricologista Angélica Pimenta.
A dermatologista Samara S. O. Kouzak acrescenta que a própria anatomia da região sofre mudanças com o passar dos anos.
"Os lábios tendem a ficar mais finos e menos projetados, o contorno pode perder definição e o arco do cupido ficar mais plano. O lábio superior também tende a se alongar, aumentando a distância entre o nariz e o vermelhão e reduzindo a exposição dos dentes superiores ao sorrir ou falar", detalha.
Nem sempre aumentar o volume é a solução
A popularização dos procedimentos estéticos fez com que o preenchimento labial fosse associado, muitas vezes, à ideia de rejuvenescimento. Mas devolver volume não necessariamente corrige todas as alterações provocadas pelo tempo.
A cirurgiã plástica Helena Zarur esclarece que a avaliação deve considerar o conjunto da face. "O envelhecimento dos lábios não acontece de forma isolada. Ele faz parte de um processo de envelhecimento de toda a face. A intensidade dessas mudanças varia muito de pessoa para pessoa e envolve genética, exposição solar, tabagismo, hábitos de vida e as próprias características anatômicas de cada indivíduo", observa.
Para Angélica, acrescentar produto sem levar em conta essas proporções pode produzir um resultado diferente do esperado.
"Se a principal alteração está na pele, no contorno ou na sustentação dos tecidos, aumentar excessivamente o lábio pode modificar as proporções sem tratar aquilo que realmente envelheceu. A avaliação precisa ser individualizada", ressalta.
Sol e cigarro também interferem
O envelhecimento da região não depende apenas da passagem do tempo. Exposição solar acumulada e tabagismo também estão entre os fatores que podem contribuir para alterações na pele ao redor da boca.
"Um dos cuidados mais importantes é a fotoproteção, por isso recomendamos a utilização diária de protetor labial com FPS, com reaplicação ao longo do dia. Hidratação adequada e evitar o tabagismo também são pontos fundamentais", orienta Samara.
Helena enfatiza que os cuidados preventivos não significam, necessariamente, iniciar procedimentos estéticos precocemente.
"Muitas vezes, começar pelo básico e preservar a qualidade da pele é muito mais importante do que tentar corrigir alterações depois que elas já estão avançadas. Quando existe indicação de tratamento, o ideal é que ele seja individualizado e proporcional às características daquela pessoa", pontua.
Quando procurar avaliação
As mudanças relacionadas ao envelhecimento costumam acontecer de maneira gradual. Ainda assim, alterações como feridas que não cicatrizam, sangramentos recorrentes, nódulos, manchas ou modificações rápidas na região devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Por isso, falar em rejuvenescimento dos lábios não significa necessariamente recuperar o volume ou o formato de décadas anteriores. Preservar a qualidade da pele, observar as proporções da face e respeitar as características individuais pode ser mais importante do que simplesmente acrescentar volume.



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