A Leapmotor é uma marca chinesa, sócia da Stellantis, e estreou no Brasil com duas configurações do utilitário esportivo C10. Uma 100% elétrica e outra elétrica com extensor de autonomia, sistema denominado REEV (Range Extended Electric Vehicle). Eliminar a ansiedade da autonomia é o seu diferencial. Veículos recebeu o SUV Leapmotor C10 REEV, modelo 2026, [...]

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A Leapmotor é uma marca chinesa, sócia da Stellantis, e estreou no Brasil com duas configurações do utilitário esportivo C10. Uma 100% elétrica e outra elétrica com extensor de autonomia, sistema denominado REEV (Range Extended Electric Vehicle). Eliminar a ansiedade da autonomia é o seu diferencial.

Veículos recebeu o SUV Leapmotor C10 REEV, modelo 2026, para avaliação. A versão elétrica plug-in pode ser recarregada em eletropostos, mas também funciona apenas com gasolina. No site da montadora, seu preço é R$ 219,9 mil, com qualquer cor disponível.

Os equipamentos que se destacam são: teto panorâmico; multimídia com tela de 14,6 polegadas e 4G; painel digital de 10,25 polegadas; chave-cartão; ar-condicionado de duas zonas; carregador de celular; bancos e retrovisores com comandos elétricos e memória; abertura elétrica do porta-malas.

Em termos de segurança, o modelo tem quase todos os equipamentos homologáveis no Brasil. Os diferenciados são: airbag entre o motorista e o carona; alerta de fadiga por câmera; aviso de colisão traseira; câmera 360° com função “carro invisível” e abertura segura das portas.

O motor elétrico do C10, posicionado no eixo traseiro, é o único que traciona a versão REEV. Ele é do tipo síncrono com ímã permanente, desenvolve 215 cv e tem 32,6 kgfm de torque.

A bateria LFP (Fosfato de Ferro-Lítio) de 400 V tem capacidade de 28,4 kWh. Em tomadas Type 2 e CCS2, ela pode ser carregada em velocidades de 6,6 kW (AC) em três horas (30% a 80%) e de 65 kW (DC) em 18 minutos (30% a 80%), segundo a Leapmotor.O motor à gasolina, posicionado sob o capô, tem 1,5 litro, quatro cilindros, ciclo Atkinson e desenvolve 88 cv às 5.000 rpm e torque máximo de 12,7 kgfm às 4.500 rpm.

Ligado apenas ao gerador, o conjunto recarrega a bateria ou envia energia diretamente para o motor elétrico.

O C10 REEV não tem câmbio de marchas. O motor elétrico é ligado diretamente ao diferencial. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos e tem velocidade máxima limitada a 177 km/h. Sua autonomia elétrica é de 111 km (ciclo PBEV/Inmetro) e a total é de 950 km (ciclo WLTP).

A invasão chinesa ao nosso mercado é feita, majoritariamente, com SUVs. Visivelmente, seus modelos seguem dois conceitos básicos de design: um para os SUVs no estilo crossovers, modelos muito parecidos entre si e outro, ao modo “jeep”, carros mais criativos.

Nessa linha de crossovers já existe uma infinidade de opções, é difícil diferenciá-las, e o C10 está entre elas.Basicamente, seus DRLs são faixas estreitas em LED abaixo da linha do capô. Alguns modelos incorporam os faróis a elas; em outros, os faróis são embutidos no para-choque dianteiro.

Seguindo a receita, este para-choque é quase todo fechado, tendo apenas pequenas entradas de ar.Na traseira, as lanternas são interligadas por outra faixa em LED igualmente estreita. As laterais são lisas, levemente arredondadas e, normalmente, têm maçanetas embutidas.

Fugindo da mesmice, a Leapmotor abandonou as rodas mais fechadas e aerodinâmicas, comuns em elétricos, por modelos de raios finos e com design agressivo, mais usual em superesportivos. Não por acaso, elas são semelhantes às rodas usadas nos carros da Porsche.

No interior, o C10 é menos original, segue o layout da maioria dos SUVs chineses. Painel horizontal, tela menor para instrumentos e maior para o multimídia, console alto, largo e com carregador para celular e porta-copos: estrutura básica de inúmeros modelos eletrificados asiáticos.

Nessa arquitetura, o minimalismo no C10 se destaca. Quase não existem botões, nem mesmo regulagens físicas nas saídas de ar.Praticamente tudo é acessado pela tela do multimídia ou pelos poucos controles físicos posicionados nos únicos dois raios do volante.

Os ajustes dos modos de condução e o gerenciamento do uso dos sistemas térmico e elétrico, assim como os recursos de áudio, conectividade e o acionamento do ar-condicionado, são feitos na tela do multimídia, mas existem exageros que dificultam a usabilidade no dia a dia.

Para regular os retrovisores externos, é preciso entrar em um menu específico que habilita os botões multifuncionais do volante a comandarem esses espelhos.

Em página dedicada, deslizar o dedo sobre uma imagem do painel é a única forma de direcionar a ventilação.Um cartão NFC abre e liga o C10. Porém, não é um recurso presencial. Ele exige que o cartão seja encostado no retrovisor externo esquerdo para as portas destravarem e travarem. Para ligar, o cartão precisa estar no nicho do carregador de celular. Recursos nada práticos.

Configurando atalhos na tela, fica mais fácil o uso cotidiano. Com o tempo, acostuma-se com tanta digitalização. A eficiência dos sistemas ameniza a complexidade das operações.

O ar-condicionado resfria rapidamente, tem ótima distribuição da ventilação e é silencioso. A tela tem ótima definição, brilho e sensibilidade ao toque. A internet com GPS embarcado garante informações on-line de trânsito, atualizações e agendamentos remotos pelo sistema.

Diversas páginas e menus na tela do multimídia dão acesso às programações de uso do C10.