Líder brasileiro critica falhas globais em segurança e multilateralismo; reforça soberania, combate ao crime e pautas socioambientais

Priorizar nos meus resultados Google

Em discurso contundente, o orador expressa profunda indignação com a falha da ONU em evitar guerras e a crise de liderança global, criticando o imobilismo do Conselho de Segurança. Aborda conflitos como Gaza e Ucrânia, a luta do Brasil contra o crime organizado e a defesa da Amazônia. Destaca a necessidade de regulamentar Big Techs e reforçar a democracia contra o negacionismo, buscando um futuro de mais justiça e igualdade.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Meus cumprimentos ao Presidente da Assembleia Geral, Embaixador Khalilur Rahman, de Bangladesh.

Saúdo cada um dos Chefes de Estado e de Governo e delegadas e delegados presentes.

Dirijo-me em particular ao Secretário-Geral das Nações Unidas.

Ao longo de seus dois mandatos, António Guterres foi testemunha direta dos crescentes desmandos das superpotências.

Esta é a décima ocasião em que abro o Debate Geral desta Assembleia.

Desde que ocupei pela primeira vez esta tribuna, em 2003, este é o momento mais crítico das Nações Unidas.

O sentimento que me move hoje é o da indignação.

A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra.

Sua credibilidade nunca esteve tão baixa.

Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis os que não têm exército, nem arsenais nunca foi tão pequena.

Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel.

Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto.

Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez.

A esse pecado original soma-se agora uma profunda crise de liderança.

O ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.

Trilhões de dólares financiam uma nova corrida armamentista.

Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais.

Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência.