Ações formuladas por Liana Cirne pedem remoção de conteúdos, aplicação de multas e garantia de passe livre intermunicipal - Foto: Assessoria/Divulgação A deputada federal eleita, advogada e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Liana Cirne (PT), integra a equipe jurídica responsável por elaborar e protocolar cinco representações eleitorais em nome da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). As petições foram encaminhadas à Justiça Eleitoral e apontam irregularidades relacionadas ao pleito de 2026.

As ações têm como alvos o deputado estadual eleito Gilson Filho (PL), o deputado federal eleito Thiago Medina (PL), o deputado estadual reeleito Coronel Feitosa (PL), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o Governo do Estado de Pernambuco. Segundo Liana, a medida busca coibir condutas ilícitas durante o processo eleitoral.

"Estamos recorrendo à Justiça para que as denúncias sejam apuradas e a legislação seja cumprida. Não podemos naturalizar a desinformação", afirmou Liana.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), duas das representações questionam vídeos divulgados por Gilson Filho e Thiago Medina em plataformas digitais. As peças trazem acusações falsas associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao empresário Daniel Vorcaro. As ações requerem a retirada imediata dos conteúdos do ar, a proibição de novas reiterações do material e a concessão de direito de resposta ao chefe do Executivo.

Também no TSE, a federação questiona a campanha de Flávio Bolsonaro pelo uso de recursos financeiros para impulsionar 16 anúncios na plataforma Meta. De acordo com a representação, o material atrela os problemas econômicos do país à gestão do PT e defende a remoção do partido do poder público. A ação pede o reconhecimento da ilegalidade do impulsionamento de propaganda de teor negativo e a aplicação das sanções previstas em lei.

Em âmbito estadual, uma representação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contesta a veiculação de um anúncio patrocinado pelo deputado estadual Coronel Feitosa fora do prazo permitido pela legislação para a disputa proporcional. O pedido solicita a confirmação da infração e a aplicação de multa que pode chegar a R$ 30 mil.

A quinta medida judicial envolve o Governo de Pernambuco e a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). A peça questiona a ausência de diretrizes estaduais para assegurar o funcionamento e a gratuidade da frota de ônibus intermunicipais nas datas de votação. A federação solicita que o Poder Executivo e a autarquia garantam tarifa zero integral e frota equivalente aos dias úteis durante o período eleitoral, sob pena de multa diária em caso de descumprimento de decisão favorável.