Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo para cessar as hostilidades na região. O acordo foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após negociações em Washington. A embaixadora libanesa, Nada Moawad, e seu homólogo israelense, Yechiel Leiter, assinaram o documento trilateral no Departamento de Estado. Leia mais (06/26/2026 - 14h58)

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26.jun.2026 às 14h58 Atualizado: 26.jun.2026 às 20h36

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Washington | Reuters e AFP

Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26) um acordo para cessar as hostilidades na região. O acordo foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após negociações em Washington. A embaixadora libanesa, Nada Moawad, e seu homólogo israelense, Yechiel Leiter, assinaram o documento trilateral no Departamento de Estado.

"Temos o prazer de anunciar um acordo entre o governo soberano do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América", disse Rubio durante a cerimônia de assinatura.

O acordo estabelece "um marco para uma paz e uma segurança duradouras", acrescentou o chefe da diplomacia americana. "Hoje demos o primeiro passo no que será uma jornada difícil, sem dúvida, mas importante, essencial e necessária."

Os representantes não forneceram detalhes dos termos e não disseram como eles se diferem daqueles incluídos no acordo de cessar-fogo de 16 de abril que precedeu várias rodadas de negociações entre Israel e o Líbano mediadas pelos EUA.

"O acordo trilateral que assinamos hoje é um primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial libanesa, garantir uma cessação permanente e definitiva das hostilidades, permitir que nosso povo volte às suas terras e possibilitar que todos os libaneses vivam em paz, segurança e prosperidade", disse Moawad, a embaixadora libanesa.

"Neste acordo trilateral baseado em desempenho, o Irã está fora, o Hezbollah está fora, e o caminho para a paz entre Israel e o Líbano está aberto", afirmou o embaixador israelense.

A paz no Líbano é colocada por negociadores iranianos como pré-requisito para o fim da guerra com os EUA e Israel. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, voltou a afirmar isto nesta semana.

Israel e Líbano estão em guerra novamente desde 2 de março, quando o grupo extremista Hezbollah disparou contra o vizinho, em apoio ao Irã —atacado em 28 de fevereiro por EUA e Israel. Os israelenses responderam com ataques aéreos e terrestres contra o território libanês, que já mataram mais de 4.000 pessoas.

Quatro rodadas de negociações entre os dois países, realizadas desde abril, não haviam conseguido estabelecer um cessar-fogo duradouro. Apesar das falas apaziguadoras dos representantes diplomáticos, o caminho não dá sinais de que será fácil.

Um parlamentar libanês ligado ao Hezbollah, Hassan Fadlallah, afirmou em entrevista à emissora Al Mayadeen que o grupo enfrentará qualquer medida adotada pelas autoridades do Líbano e que se apegará "ainda mais" às suas armas.

Partidários do Hezbollah saíram às ruas de Beirute nesta sexta-feira para protestar contra o acordo, segundo a agência estatal de notícias libanesa e um correspondente da AFP.

Além disso, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que os civis libaneses deslocados da chamada "zona de segurança" que as forças israelenses estabeleceram no sul do Líbano não terão permissão para retornar às suas casas.

"Estamos mantendo a zona de segurança original em todos os momentos, fora do alcance de fogo antitanque. Não permitiremos que o Hezbollah entre nela, nem que a população civil entre", disse Netanyahu em um vídeo pré-gravado compartilhado com a mídia israelense logo após o anúncio do acordo trilateral.

Segundo o jornal Times of Israel, um oficial israelense afirmou que as tropas de seu Exército só recuarão de duas áreas localizadas além das fronteiras originais da zona de segurança estabelecida em abril.