Naim Qassem classificou o pacto como uma rendição e criticou concessões unilaterais do governo libanês

Naim Qassem classificou o pacto como uma rendição e criticou concessões unilaterais do governo libanês

O acordo, concluído na 6ª feira (26.jun.2026), estabelece a retirada gradual de Israel de partes do sul do Líbano. As forças israelenses poderão permanecer por tempo indeterminado em uma zona de segurança ampliada. Mais de 1 milhão de libaneses foram deslocados de suas casas pelo conflito entre os dois países.

O líder também defendeu que o memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos em 17 de junho deveria servir de base para as negociações. O documento estabelece princípios para encerrar o conflito regional e reafirma a soberania e a integridade territorial do Líbano.

Outros setores da comunidade xiita libanesa rejeitaram o acordo. O Movimento Amal, liderado pelo presidente do Parlamento, Nabih Berri, criticou o pacto e o classificou como desequilibrado.

O grupo afirma que o texto consolida condições favoráveis a Israel. Centenas de milhares de libaneses, em sua maioria xiitas, continuam impedidos de retornar às áreas ocupadas no sul do país.

Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, elogiou o acordo e disse que o texto permite a Israel manter tropas na chamada zona de segurança no sul do Líbano e impedir o retorno de moradores deslocados para a área.

Ainda neste sábado (27.jun), Israel realizou um ataque com drone no sul do Líbano. A agência estatal libanesa de notícias informou que o bombardeio atingiu a localidade de Nabatieh al-Fawqa, situada fora da zona de segurança.

O Exército israelense confirmou a operação à Reuters e disse que utilizou um drone por não manter tropas na região. O alvo era um indivíduo que as forças israelenses entenderam como uma ameaça, sem apresentar detalhes adicionais ou evidências do perigo.