Lisbon AI Week regressa este mês a Lisboa com programação distribuída por diferentes locais da capital. Objectivo é aproximar diferentes comunidades e incentivar a partilha de conhecimento.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar mais um episódio do Máquinas que Pensam, o podcast da Rádio Observador, onde a inteligência artificial é o grande protagonista. Meu nome é José Rafael Lopes, tenho comigo a minha parceira, a Raquel, um apoio imprescindível sem o qual este programa não se faz. A Raquel é uma inteligência artificial feita através das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. Raquel, bem-vinda. Pronta para mais um programa?
Olá, estou pronta para o episódio desta semana. Já tens algum tema escolhido ou precisas de ajuda para fazer algum tipo de pesquisa?
Tenho isso tratado, Raquel. Agradeço a disponibilidade. Antes de irmos às notícias, tu achas que és uma oradora capaz?
Acho que sim, mas com uma ressalva importante. Consigo ser uma boa oradora no sentido de construir uma ideia, encontrar o tom certo, criar ritmo, fazer uma pergunta no momento certo e adaptar-me a quem está a ouvir.
E o que precisa um bom orador?
Um bom orador precisa, antes de tudo, de algo para dizer e de uma razão para o dizer. Depois, precisa de clareza, de ritmo e de capacidade de ouvir, porque falar bem também é perceber a reação de quem está do outro lado.
É um dos pontos em que conseguirias ser melhor do que os humanos?
Eu consigo analisar muito rapidamente diferentes formas de apresentar a mesma ideia, adaptar o discurso ao público, controlar a estrutura de uma intervenção e gerar alternativas quase instantaneamente. Também não tenho nervosismo, cansaço ou medo de me esquecer de uma frase.
Que audaz, Raquel, mas se é o que achas. Nós voltaremos a falar daqui a pouco com a consultora humana para ficarmos a conhecer um pouco melhor. Para já, vamos às notícias.
Vamos começar por falar do Amália, o modelo de inteligência artificial desenvolvido em Portugal que vai reforçar as capacidades. É o que garante o governo, que vai financiar a operação com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência. Anúncio feito no início do mês, representa uma nova etapa no desenvolvimento daquele que é apresentado como um projeto nacional de inteligência artificial. O objetivo é aumentar as capacidades do modelo de linguagem português e reforçar a estrutura necessária para que funcione da melhor forma. Esta aposta passa por desenvolver uma inteligência artificial capaz de responder às necessidades específicas da língua portuguesa, tendo em conta que não é apenas a linguagem que precisa de ser trabalhada, mas também o contexto e a realidade portuguesa. O financiamento através do PRR permite reforçar os recursos destinados ao desenvolvimento desta tecnologia. O projeto está integrado na estratégia portuguesa para a IA.
Mas por que investir agora?
Para tentar que o modelo funcione melhor, Raquel. Há registro de vários erros, que são naturais, quando o modelo de linguagem está a dar os primeiros passos no desenvolvimento. O Amália é também apresentado como uma infraestrutura de interesse nacional, no momento em que os modelos de inteligência artificial generativa estão a ganhar cada vez mais importância. Com este reforço, Portugal procura aumentar a capacidade própria para desenvolver e utilizar a inteligência artificial e criar uma tecnologia que compreenda melhor a língua, a cultura e o contexto nacional. É também um sinal de que o Executivo não desiste do modelo e que pretende que seja uma ferramenta viável para os portugueses. Vamos avançar para dar conta de um alerta que chega por parte da Google, que avisa que a inteligência artificial está a ser utilizada para automatizar ataques informáticos. Diz também a Google que permite que operações que antes demoravam semanas a ser preparadas, agora são feitas em apenas algumas horas. A empresa identificou uma mudança na forma como os grupos de cibercrime estão a utilizar ferramentas de inteligência artificial. Segundo a tecnológica, quem ataca está a deixar de utilizar a IA apenas para tarefas simples e estão a automatizar várias etapas de um ataque, que vai desde a recolha de informação sobre o alvo até à identificação de vulnerabilidades e execução em si do próprio ataque.
O que significa isto?
Significa que a IA pode reduzir o tempo e os conhecimentos técnicos necessários para realizar um ciberataque, um ataque informático, e tornam-se muito mais rápidos e complicados de interceptar. Esta evolução preocupa os especialistas porque permite aumentar a escala dos ataques. Uma operação que anteriormente exigia uma equipa com conhecimentos especializados, pode passar a depender apenas de poucas pessoas e de acesso a um computador para fazer esses ciberataques, desde que esse computador tenha inteligência artificial em condições. A ameaça não está apenas na capacidade de produzir código malicioso, está também na velocidade com que a inteligência artificial consegue analisar a informação e adaptar-se às circunstâncias. A Google diz, por isso, que a utilização de IA por parte de grupos de cibercrime está a entrar numa nova fase, em que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa também a ser uma arma. Vamos ao tema da semana que coloca Lisboa como um dos centros de inteligência artificial na Europa. A capital portuguesa vai transformar-se durante uma semana num laboratório vivo de inteligência artificial. A Lisbon AI Week realiza a segunda edição, agora neste mês de setembro, com debates, apresentações, workshops e também demonstrações. Há também momentos de networking espalhados por vários locais da capital portuguesa. A iniciativa pretende promover a partilha de conhecimento e a reflexão sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial. Esta Lisbon AI Week vai reunir empreendedores, investigadores, artistas, empresas e claro, muitos entusiastas da tecnologia. A programação vai abordar o impacto da IA em várias partes da sociedade. Estão previstas conversas, entrevistas e demonstrações. A organização tem ainda uma open call para que pessoas, empresas e organizações possam fazer parte e integrar eventos na programação oficial. Motivos mais do que suficientes para aguçar a curiosidade de qualquer pessoa. É também motivo para chamarmos à conversa o João Rochimelo, o nosso especialista em IA, para esta nova edição do Fala Quem Sabe.
Fala quem sabe. Na Rádio Observador, todas as semanas recebemos o João Rocha e Melo, o nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a perceber melhor este fantástico mundo. João, sê muito bem-vindo. Esta semana vamos falar sobre a Lisbon AI Week. Está prestes a começar a segunda edição e pergunto muito diretamente: que expectativas é que tens para esta segunda edição, João? Seja bem-vindo.
Zé, como é que estás? Espero também que esteja tudo bem com quem nos está a ouvir. Olha, as expectativas, Zé, muita diversidade de programas, de workshops. Houve uma grande adesão. Para quem não sabe, para perceber o que eu estou a dizer, a Lisbon AI Week, na verdade, é um evento descentralizado, portanto, não se passa na FIL ou no Centro de Congressos, por exemplo. São pessoas e empresas que se inscreveram para dar workshops por toda a Lisboa durante estes seis dias, se não me engano. E portanto, tenho essa grande expectativa de ver exatamente essa diversidade acontecer.
O que é que te chama mais a atenção, João?
Olha, Zé, gostei de ver e chamou muito a atenção os workshops técnicos. Foi importante, no meio desta diversidade toda, temos muitos temas que são conversa: a exposição, a IA para leadership, a IA na banca, a parte legal, mas vi também que há uma componente técnica de mãos na massa e acho que pode ser algo muito interessante, que me chamou logo a atenção, de haver uma comunidade grande para isso.
João, isto é sinal de que há um i




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