A Apple é uma das empresa que mais gasta em atividades de lobby junto dos legisladores da União Europeia. Reportagem indica que se reuniu 257 vezes com legisl...
Uma reportagem publicada pelo Financial Times revela que, desde junho de 2024, a Apple reuniu-se 257 vezes com legisladores da União Europeia. A reportagem revela ainda os montantes investidos pela Apple em lobbying.
As informações usadas pela publicação são retiradas das bases de dados do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia no âmbito de iniciativas de transparência. De acordo com estes dados, a Apple gasta 9 milhões de euros por ano a fazer lobbying na União Europeia, com a Meta a gastar um valor que ultrapassa os 10 milhões de euros.
Para ter um termo de comparação, estes valores são superiores ao que empresas como a Total, a Volkswagen e a Airbus gastam (combinado) em atividades de lobbying.
As informações publicadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, indicam que a Apple planeia revelar oficialmente o dispositivo conhecido como “HomePad” no dia 13 de outubro.
“As empresas americanas têm usado a sua influência em Bruxelas para se oporem às regras digitais do bloco, sobre as quais o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou repetidamente impor tarifas em resposta à procura da Europa pela ‘soberania tecnológica’ para reduzir a sua dependência de tecnologia norte-americana”, pode ler-se na reportagem do Financial Times.
Em reação a esta reportagem, a Apple afirmou apenas que “interage com os decisores políticos sobre tópicos importantes para os seus clientes e para os seus negócios”.
Foi no começo de setembro que John Ternus sucedeu a Tim Cook no cargo de CEO da Apple e, aparentemente, já tem planos para fazer grandes mudanças na estratégia da empresa.
Conta a Bloomberg que Ternus pretende fazer uma revisão completa à forma como a Apple opera e tem planos para despedir trabalhadores em posições intermédias. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de novos produtos e fazer chegar ao mercado não só modelos de dispositivos já existentes, como também novas categorias.
De acordo com a publicação, Ternus pretende “criar uma organização mais ágil e com maior foco na engenharia”, com os despedimentos a terem como meta “reduzir as camadas entre os engenheiros e os executivos séniores”.
As informações disponíveis indicam que este processamento de despedimentos já está em andamento. A publicação nota que, ao longo das últimas duas semanas, vários trabalhadores de posições intermédias já foram despedidos na divisão de engenharia. “Esses trabalhadores tiveram algumas semanas para encontrarem outras posições dentro da Apple. Aqueles que não conseguirem assegurar novos cargos serão despedidos este ano”, pode ler-se na Bloomberg.
A Siri AI permite aos utilizadores interagirem com a assistente digital de uma forma mais orgânica, como se fosse uma conversa. Contudo, nem todos os produtos da Apple são compatíveis.
A decisão de Ternus não parece ter sido tomada só quando chegou ao cargo de liderança, com a publicação a indicar que, enquanto vice-presidente sénior da divisão de Engenharia de Hardware, já defendeu que a empresa devia controlar o número de pessoas que contrata.
“Enquanto liderava a divisão de Engenharia de Hardware, [Ternus] contou aos trabalhadores durante uma reunião que a Apple devia contratar menos pessoas, pedir mais dos seus engenheiros atuais e reduzir o excesso organizacional”, conta a Bloomberg. “Durante a apresentação, mostrou um ‘slide’ que mostrava o crescimento anual de trabalhadores e argumentou que a empresa devia conseguir fazer mais com menos funcionários”.
Numa fonte da Bloomberg contou mesmo que o ambiente na Apple está agora mais caótico, notando que os responsáveis por equipas dedicadas ao desenvolvimento de produtos estão a ser pressionados para criarem mais produtos em períodos mais curtos.
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