Numa eventual segunda volta entre Lula e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o atual presidente seria eleito com 45% dos votos.
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Numa eventual segunda volta entre Lula e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o atual presidente seria eleito com 45% dos votos.
Domingos Grilo Serrinha (correspondente no Brasil)
Uma sondagem divulgada esta quarta-feira, 15, pelo Instituto Genial Quaest mostra que o presidente Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, candidato à reeleição nas presidenciais de Outubro, ampliou a sua vantagem sobre os principais adversários, tanto na primeira quanto na segunda voltas. Parecendo incólume à chuva de críticas sobre medidas e declarações polémicas e a sucessivas derrotas no Congresso, o veterano político, que completará 81 anos no mês das presidenciais, aumentou até a vantagem que já tinha sobre o seu principal adversário até agora, o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o levantamento agora tornado público, numa eventual segunda volta entre ambos Lula seria eleito mais uma vez, a quarta, presidente do Brasil, com 45% dos votos. Já Flávio, que chegou a superar Lula numericamente em sondagens de meses atrás mas foi fortemente abalado por rixas internas e pela revelação de que é próximo a um banqueiro preso por corrupção, surge neste levantamento com 37% das intenções de voto.
Ou seja, a diferença entre Lula e Flávio, que no mês passado era de seis pontos a favor do actual chefe de Estado, aumentou para oito. Flávio começou a ter problemas na sua candidatura depois da fuga de informações revelando que era ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro e que lhe pediu milhões, supostamente para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro, não conseguiu recuperar-se e, no início de Julho, foi atingido indirectamente por operações da Polícia Federal contra aliados, e muito directamente por declarações da madrasta, Michelle Bolsonaro, que o acusou de misogenia, afastando dele parte do eleitorado feminino.
O Instituto Genial Quaest também simulou uma eventual segunda volta entre Lula da Silva e outros três candidatos, todos de direita, e em todas essas simulações o presidente surgiu como vencedor. Num confronto contra Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, ex-governador do estado de Goiás, Lula venceria por 45% a 36%, contra Romeu Zema, do Partido Novo, ex-governador do estado de Minas Gerais, sairia vencedor pelos mesmos 45% contra 35%, e na última situação simulada, contra Renan Santos, do recém-criado partido de direita Missão, Lula repetiria os mesmos 45% enquanto o adversário ficaria nos 33%.
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