Bruno Moretti nega que o aumento tenha segundas intenções, alegando que "tem o objetivo de recompor as perdas inflacionárias". Flávio Bolsonaro considera ser desespero, "pois ele já sabe que perdeu".

O governo do Presidente brasileiro, Lula da Silva, anunciou esta quinta-feira uma atualização de 15% no Bolsa Família, principal programa social de transferência de rendimento para os mais pobres, a 17 dias das eleições gerais de outubro.

O ministro do Planeamento e Orçamento, Bruno Moretti, negou que este aumento, que deve beneficiar mais de 19 milhões de famílias, tenha qualquer relação com as eleições, nas quais os principais institutos de sondagens de intenção de voto do país dão empate técnico de Lula e o opositor Flávio Bolsonaro.

Desde que o Bolsa Família foi relançado em 2023, o programa não sofreu atualizações e, segundo Moretti, a medida tem o objetivo de recompor as perdas inflacionárias desde então até agosto deste ano.

O impacto da atualização nos cofres públicos será de 5,8 mil milhões de reais (cerca de 980,20 milhões de euros) neste ano, e de 22,7 mil milhões de reais (3,84 mil milhões de euros) em 2027, segundo explicou Bruno Moretti.

Um aumento do Bolsa Família não foi contemplado no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, elaborado pelo Palácio do Planalto e endereçado ao Congresso em agosto para votação.

A Advocacia-Geral da União (AGU), ministério responsável por defender os interesses do Governo federal, divulgou um comunicado para explicar que atualizações ao programa, baseadas em índices da inflação, estão previstas na lei de 2023 e que não houve ampliação do público visado.

O Governo do Presidente brasileiro, Lula da Silva, anunciou esta quinta-feira uma atualização de 15% no Bolsa Família, principal programa social de transferência de rendimento para os mais pobres.

Segundo o Governo brasileiro, a medida tem o objetivo de recompor as perdas inflacionárias conforme previsto em lei e, por causa disso, não viola a legislação eleitoral do país.

Fontes do círculo de Flávio Bolsonaro, citadas pela imprensa brasileira, adiantaram que a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não irá acionar a Justiça Eleitoral para evitar desgaste com os eleitores.