O presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou o cartão de crédito como um fator para que o endividamento no Brasil tenha crescido. Em entrevista nesta terça-feira (15), afirmou que a preocupação do governo é com os inadimplentes. “O cartão de crédito é uma …

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou o cartão de crédito como um fator para que o endividamento no Brasil tenha crescido. Em entrevista nesta terça-feira (15), afirmou que a preocupação do governo é com os inadimplentes.

“O cartão de crédito é uma coisa criminosa que facilita as pessoas a se endividarem, [porque] tudo que você pode comprar sem ver dinheiro você compra com maior facilidade”, afirmou Lula à TV Record. “Hoje, está muito fácil as pessoas comprarem, porque no celular elas fazem tudo.”

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A inadimplência das famílias brasileiras voltou a subir em agosto, em meio à manutenção de patamar recorde de endividamento, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A parcela de endividados entre julho e agosto ficou em 82%, a maior proporção na série da pesquisa, iniciada em 2010. Em agosto de 2025, a fatia de endividados era de 78,8%.

Segundo o presidente, o foco tem de estar nos 29% da população que está inadimplente. “Esses são um problema sério, que nós temos de saber como ajudar essas pessoas a sair da inadimplência”, afirmou Lula. “O problema não é a dívida, o problema é o cara não poder pagar sua dívida”, declarou o presidente.

A fatia de endividados que admitiram inadimplência subiu de 29,8% em julho para 29,9% em agosto. Porém, foi inferior à fatia de agosto de 2025 (30,4%).

“Temos que dizer para a sociedade que comprou e que está devendo: ‘Não pode gastar mais do que ganha. Se você comprou alguma coisa acima do seu ganho, você vai quebrar a cara’”, disse.

A percepção da população sobre economia tem se tornado um dos principais pontos de alerta para o governo, a menos de vinte dias do primeiro turno das eleições. Pesquisas públicas e trackings internos mostram que o público não está satisfeito com a própria situação, apesar da melhoria de parte dos índices econômicos.