Em ligação de 1h20min, Lula afirmou que o Brasil tem instrumentos próprios contra o crime; Trump sinalizou reforço da cooperação bilateral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (21/8), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não precisa de uma classificação internacional para combater organizações criminosas que atuam no país.

A declaração ocorreu durante uma conversa por telefone entre os dois líderes. A ligação teve cerca de 1h20 de duração.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula reiterou o interesse brasileiro em ampliar a cooperação com os Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado, mas destacou que as facções criminosas brasileiras não se confundem com organizações terroristas.

Na conversa, o presidente brasileiro afirmou que grupos criminosos “exercem terror cotidiano” sobre as populações mais vulneráveis, mas defendeu que o combate a essas organizações deve ocorrer dentro dos instrumentos previstos pelo próprio Estado brasileiro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Lula citou medidas adotadas pelo governo para enfrentar as facções, incluindo a estratégia de asfixia financeira do crime organizado. Segundo a Secom, as ações já resultaram na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões em recursos ligados à criminalidade.

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