O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse em discurso neste sábado (29) que o Congresso deve aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 na próxima semana. Ele participou do evento Lula com Mulheres, realizado na Serraria Souza P…
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse em discurso neste sábado (29) que o Congresso deve aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 na próxima semana. Ele participou do evento Lula com Mulheres, realizado na Serraria Souza Pinto, no centro de Belo Horizonte.
“Nós vamos aprovar, essa semana, o fim da escala 6×1”, afirmou Lula. “Para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da sua vida própria. Mais tempo para cuidar da sua criança. Mais tempo para passear. E mais tempo para namorar também”, acrescentou.
O fim da escala 6x1 está previsto na proposta de emenda constitucional (PEC) 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados. O projeto prevê a redução progressiva da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, e dois dias de repouso remunerado. A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira (2).
Segundo líderes partidários, o texto deve ser aprovado na CCJ, mas ainda não está claro se será levado ao plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Lula cumpre agenda de campanha neste sábado na capital mineira. É a segunda visita dele a Minas Gerais desde o lançamento da campanha eleitoral. No dia 21 de agosto, ele participou do lançamento oficial da campanha de Patrus Ananias (PT) ao governo estadual, em Belo Horizonte.
Mulheres no Legislativo
Durante discurso, Lula defendeu que as mulheres apoiem mais candidaturas femininas para deputadas estaduais e federais e para senadoras.
“As mulheres são maioria, mas por que não têm maioria no Senado, na Câmara dos Deputados, na Câmara dos Vereadores, na Assembleia Legislativa? Vocês são a maioria. Se todas as mulheres votassem em mulheres, teríamos no Congresso uma maioria de mulheres. Se vocês voltarem em senadoras mulheres, vamos ter maioria de mulheres. O mesmo acontece com os trabalhadores. Nós somos maioria, mas por que não temos maioria?”, questionou Lula.
O evento foi voltado às mulheres, que compõem a maioria do eleitorado brasileiro (52,8%). O palanque foi composto quase exclusivamente por mulheres, com a presença de ministras, candidatas ao Senado de diferentes Estados, das candidatas ao Senado por Minas Gerais Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol) e aliadas. Entre os homens, estavam, além de Lula, Patrus e o candidato a vice-governador Jarbas Soares (PSB).
“Nunca participei de um evento em que tivesse praticamente só mulheres e que só dois homens falaram: o Patrus e eu. Há uma profunda satisfação de estar aqui hoje discutindo com as pessoas que representam a maioria da população brasileira, com as pessoas que cuidam das famílias, que cuidam de até três atividades por dia, sem ter com quem se queixar”, disse Lula.
Em um discurso de mais de 40 minutos, o presidente destacou programas sociais voltados às mulheres e prometeu avanços, se for reeleito. Ele também disse que seu governo terá como prioridade melhorar a educação no país.
“Nunca na história deste país se fez tanto do ponto de vista da participação das mulheres. O que fizemos no Lula 3, assegurar políticas para que meninas e mulheres brasileiras tenham uma vida livre de violência e saudáveis, garantir que as mulheres possam escolher a vida e a profissão que elas quiserem. Em 2026, nós assinamos o pacto nacional contra o feminicídio”, afirmou.
Ele também disse que as mulheres foram a maioria a receber benefícios dos programas sociais. Segundo ele, 84% do Bolsa Família são recebidos por mulheres, 85% das casas do Minha Casa, Minha Vida foram entregues a mulheres, 70% dos beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni) são mulheres, 70% dos alunos que se inscrevem no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são mulheres e 59% dos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são mulheres.




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