O presidente Lula (PT) disse na noite desta sexta-feira (21) que sugeriu, durante ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , um encontro entre líderes mundiais na mansão do republicano em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir soluções para os conflitos internacionais. Leia mais (08/21/2026 - 23h03)

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21.ago.2026 às 23h03 Atualizado: 21.ago.2026 às 23h47

O presidente Lula (PT) disse na noite desta sexta-feira (21) que sugeriu, durante ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um encontro entre líderes mundiais na mansão do republicano em Mar-a-Lago, na Flórida, para discutir soluções para os conflitos internacionais.

"Trump, em setembro tem a reunião da ONU [Organização das Nações Unidas]", disse Lula ao público presente, em referência à assembleia a ser realizada em setembro. "Convida o Xi Jinping e o [Vladimir] Putin na sua casa —ele tem uma casa de golfe, lá para o lado de Miami— toma um trago, e vamos tentar encontrar um jeito de fazer paz", afirmou o presidente.

A declaração foi dada em Belo Horizonte, durante comício realizado para fortalecer o palanque estadual do PT em Minas Gerais.

"A taxação que vocês fizeram ao Brasil não é só irreal, como foi feita com base na mentira", disse, rebatendo acusações do governo americano em relação ao trabalho forçado e às taxas de desmatamento no país.

Segundo o presidente, uma reunião foi marcada entre o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o ministro Márcio Elias Rosa, da pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para discutir as tarifas.

"Nós queremos trabalhar juntos. O que não queremos é interferência no Brasil", afirmou Lula ao público presente.

Na sua fala, voltada em grande parte aos feitos de gestões petistas anteriores, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e afirmou que irá realizar, caso reeleito, um forte investimento na indústria de defesa. "Para tomar conta das nossas riquezas", disse o candidato.

"Depois da China, nós somos o país que tem mais minerais críticos e terras raras. Quem quiser conversar conosco, vai ter que saber que a gente quer gerar emprego", disse.

O tema também foi tópico do discurso de Patrus Ananias (PT), candidato do PT ao governo de Minas Gerais. Ele e o presidente afirmaram que o estado não pode mais ser apenas exportador de matéria-prima, e reforçaram a importância de criar condições para que o refino desses materiais e a fabricação de semicondutores e chips sejam realizados em território nacional.

O presidente ainda citou a recente descoberta de petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas da costa do Amapá, achado qualificado por ele como "o passaporte do futuro do país". "A gente vai utilizar esse petróleo para resolver todos os problemas crônicos do Brasil", disse o petista.

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O ato desta sexta-feira foi realizado na Praça da Estação, tradicional ponto de mobilização da esquerda mineira localizado no centro da cidade. Além de Lula e Patrus, estavam presentes a primeira-dama Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), e o candidato a vice-governador Jarbas Soares Júnior (PSB).

O comício começou por volta das 19h15, após uma contagem regressiva de 13 minutos exibida no telão. Antes da chegada do presidente, artistas cantavam jingles da campanha, alguns em ritmo de pagodão baiano e funk. Uma grande bandeira do Brasil também chegou a ser erguida sobre a multidão.