O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou os clubes de futebol nesta sexta-feira (18), em comício em Guarulhos, pela defesa que os times fizeram das bets. Segundo Lula, é "uma balela" a tese de que o o futebol vai acabar sem patrocínio de bet. "A …
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou os clubes de futebol nesta sexta-feira (18), em comício em Guarulhos, pela defesa que os times fizeram das bets. Segundo Lula, é "uma balela" a tese de que o o futebol vai acabar sem patrocínio de bet. "A gente vai acabar com as bets e vai acabar com a lavagem de dinheiro, com a safadeza e com a roubalheira. Eu sou presidente da República e vou acabar com a pouca vergonha no futebol", afirmou.
"Os times disseram que se eu acabar com as bets eu vou acabar com o futebol. Importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bet, o Santos, o Grêmio, o Internacional, o Flamengo, até meu Cortinhians foi duas vezes e não tinha bet", Lula ainda brincou, "só o Palmeiras que não teve mundial com e sem bet".
O presidente afirmou que se depender só da vontade pessoal dele, vai acabar com as bets. A fala de Lula é uma resposta a um documento publicado pelos principais times do país.
Em manifesto publicado na noite de quinta-feira (17), alguns dos principais clubes de futebol do país defenderam o mercado regulado de apostas no Brasil. O documento é uma reação à possibilidade de o Governo Federal publicar uma Medida Provisória que proibiria os jogos de cassino online.
O texto foi publicado nos perfis da Federação Paulista de Futebol, em parceria com Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians, da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, de Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro.
A nota afirma que “o investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte” e que esses “recursos também alcançam equipes de menor expressão, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial”.
O manifesto também alerta que mudanças nas regras não farão “com que as apostas deixem de existir”, mas que elas podem empurrar os apostadores para o mercado ilegal.




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